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Um homem de 30 anos foi detido esta quinta-feira à tarde, 8 de novembro, pela GNR de Tomar, por suspeitas de tráfico de estupefacientes.

A detenção foi efetuada na sequência de investigações relacionadas com o tráfico de droga na cidade de Tomar, tendo sido realizadas buscas à residência do detido, situada no concelho de Tomar, bem como ao seu veículo, onde foram encontradas e apreendidas 71 doses de heroína,

32 doses de liamba, 1 caixa com várias sementes de cannabis, diversos instrumentos de corte e embalagens de acondicionamento, 1 balança de precisão e 1 veículo ligeiro de passageiros.

A operação contou com o empenho de militares do Posto Territorial de Tomar e de militares do Comando do Destacamento Teritorial de Tomar, sendo que a GNR acredita ter desmantelado uma rede que traficava e abastecia uma grande quantidade de consumidores na área do concelho de Tomar.

O detido foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência e foi presente hoje, no Tribunal Judicial de Tomar para 1º interrogatório judicial desconhecendo-se, até ao momento, qual a medida de coação aplicada.

Três jovens, com idades compreendidas entre os 21 e 24 anos, foram apanhados esta quarta-feira, 7 de Novembro, pela PSP do Cartaxo, após terem furtado um cartão de compras do hipermercado Continente, com o seu código secreto, tendo-o utilizado, de forma abusiva, na aquisição de diversos equipamentos eletrónicos (smartphones e tablets) na loja Worten do Cartaxo, no valor de cerca de 550 euros.

A polícia agiu após uma denúncia de violação de correspondência, tendo detetado e identificado os três indivíduos e conseguido recuperar e apreender todo o material adquirido.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência.


O Tribunal da Relação de Évora anulou a sentença proferida no Tribunal Judicial de Santarém sobre o processo em que o agente da PSP Paulo Oliveira ficou desfigurado ao ser atingido na face por uma rosca metálica que saltou de um comboio em andamento.

A decisão dos juízes desembargadores dá procedência ao recurso interposto pelo maquinista da CP, um dos três arguidos condenados em primeira instância, e tem a ver, sobretudo, com o pormenor da velocidade a que circulava o comboio avariado no momento em que a peça se soltou e invadiu a composição em que viajava o polícia.

Trata-se de uma "questão central", segundo o acórdão da Relação, que considera não ter sido produzida prova suficiente em julgamento para atestar que o comboio 4415 (que seguia para reparação nas oficinas do Entroncamento) seguia efectivamente a uma velocidade excessiva de 120 km/h quando se cruzou com o comboio 832, que seguia do Porto para Lisboa, como consta da decisão do Tribunal de Santarém.

"A sentença não se pronuncia sobre a questão da prova da velocidade, ou seja, omite a explicação de um facto essencial" e carece ainda de justificação acerca de "como o tribunal formou a convicção sobre a relação da velocidade com a libertação e projecção da peça de 3,9 quilos" que atingiu a vítima, segundo a Relação.

Ou seja, caso o maquinista conduzisse o comboio a uma velocidade inferior, como a defesa tentou provar durante o julgamento, o resultado poderia ter sido outro, considera o acórdão, que manda o processo regressar à primeira instância.

Processo anda há quase 10 anos nos tribunais

O acidente que vitimou o agente Paulo Oliveira, que entretanto já realizou mais de 40 operações cirúrgicas de reconstrução facial, ocorreu a 6 de Janeiro de 2003, ao quilómetro 88 da Linha do Norte, entre as estações de Vale de Figueira e Mato Miranda.

A sentença do Tribunal de Santarém foi lida mais de nove anos depois, a 24 de Janeiro de 2012, e condenou o maquinista, o inspector de tracção e o chefe de equipa de material a um ano de prisão em pena suspensa por um crime de ofensa à integridade física grave por negligência.

Os três arguidos e a CP foram ainda condenados, solidariamente, ao pagamento de uma indemnização cível de 45 mil euros a título provisório, pois o valor total da indemnização só será fixado quando for apurada a extensão dos danos físicos e psicológicos provocados ao polícia.

Mais informação em:

Trabalhadores da CP condenados em pena suspensa

CP garante que paga a polícia desfigurado em acidente

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