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Depois de em Outubro de 2010 ter entregue um cheque de 2.500 euros à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almeirim (AHBVA), a Lusosem volta este ano a lançar uma campanha de angariação de fundos para a corporação.

Por cada embalagem dos fungicidas para a vinha “Arithane”, “Karathane Star”, “Systhane” e “Mildicut”, da gama desta empresa nacional de distribuição de produtos fitofarmacêuticos, um euro reverte a favor dos bombeiros de Almeirim.

O valor apurado no final da campanha será usado para suportar a comparticipação nacional em duas candidaturas para a aquisição de material de protecção e de um veículo de desencarceramento, que a AHBVA tem actualmente em curso.

Nesta edição de 2012, as empresas Álvaro Caniçais, Borrego Leonor & Irmão e Adega Cooperativa de Almeirim também se associaram à Lusosem.

O arranque da campanha decorreu durante uma reunião de vitivinicultores realizada nas instalações da Adega Cooperativa, onde Marisa Dias, da Viticartaxo, fez um balanço da campanha agrícola de 2011, com o enfoque nas dificuldades que os produtores tiveram em controlar algumas doenças que provocaram estragos avultados.

Um homem de 66 anos faleceu após ter-se despistado na Estrada Nacional 368 entre a Tapada e Alpiarça, numa zona conhecida como porto da courela, na noite de quinta-feira, 8 de Março.

Segundo a Rede Regional conseguiu apurar no local, a vítima mortal, António Rosário dos Santos, tinha acabado de sair do hospital, e trazia ainda consigo o documento referente à alta médica e a pulseira da triagem que é colocada no serviço de urgência.

O homem, que ia a caminho de casa em Alpiarça, ter-se-á sentido mal durante o percurso e acabou por perder o controlo à viatura, que ficou imobilizada numa das bermas da estrada.

As primeiras testemunhas que foram em seu auxílio ainda o encontraram com vida, por volta das 21h10, mas o homem entrou em paragem cardio-respiratória e acabou por falecer no local, mesmo depois de lhe terem sido prestadas manobras de suporte avançado de vida.

As operações de socorro envolveram a equipa do INEM da VMER de Santarém, 16 elementos dos bombeiros de Alpiarça e Almeirim, apoiados por cinco viaturas, e a GNR, que está a investigar as causas do acidente.

O agente da PSP que assassinou o próprio cunhado em Vale Ceisseiro, Alenquer, foi condenado a uma pena efectiva de dez anos e três meses de prisão, em cúmulo jurídico, pelos crimes de homicídio e profanação de cadáver.

O Tribunal do Cartaxo, onde o acórdão foi lido na tarde de quinta-feira, 8 de Março, considerou “totalmente inverosímil” a versão que o polícia, Mário Ferreira, de 30 anos, contou durante o julgamento.

Segundo o arguido, a morte do cunhado, Luís Fernandes, em Novembro de 2008, teria sido acidental e ocorrida durante uma cena de violência doméstica em que Mário Ferreira interveio para defender a própria irmã, Célia, que estava num processo de divórcio litigioso com a vítima mortal.

Para o colectivo de juízes, o arguido mentiu, pois as provas indiciam que a vítima foi alvo de uma espera e agredido de surpresa assim que chegou a casa, sem hipóteses de se defender.

Mário Ferreira jurou sempre em tribunal que Luís Fernandes faleceu ao cair e embater numa pedra do jardim, durante a luta entre ambos, mas o acórdão também o desmente neste ponto. Apesar de não ter sido possível apurar qual a arma do crime ou quantas pancadas levou na cabeça, o tribunal deu como assente que foi assassinado com um “objecto contundente”, e que a violência das lesões no crânio indicam que não podiam ter sido provocadas por uma simples queda.

Em 2010, Mário Ferreira foi condenado em pena suspensa a dois anos e 10 meses, depois do colectivo de juízes do primeiro julgamento ter alterado a acusação de homicídio por uma de ofensa à integridade física, agravada pelo resultado morte. O Ministério Público recorreu da decisão e o Tribunal da Relação de Évora, considerando terem existido “vícios de interpretação”, mandou repetir o julgamento, que teve um desfecho bem diferente para o homicida confesso.

Mesmo assim, a família da vítima não se deu por satisfeita.

“Tendo em conta o que ele fez e a forma como o tentou esconder, devia ter apanhado pelo menos o dobro da pena”, disse à Rede Regional o irmão de Luís, Fernando Faustino.

“Nós conhecemos bem a história toda e sabemos bem que o que esteve por detrás da morte do meu irmão foi o dinheiro e a indemnização que lhe era devida”, salientou o mesmo.

O advogado de Mário Ferreira, Carlos Florentino, disse à Rede Regional que ainda não sabe se vai apresentar recurso. “Vou ler o acórdão na íntegra, com mais calma, e ter uma conversa com os meus clientes. A decisão de recorrer ou aceitar esta condenação será sempre deles, e não minha”, referiu o advogado.

 

Aparato policial no tribunal

A leitura do acórdão ficou marcada por um enorme aparato policial, tanto dentro da sala de audiência como nas imediações do tribunal, que foram vigiadas por agentes fardados, elementos do piquete de intervenção e polícias dos núcleos de investigação, à civil. O dispositivo, segundo fonte da PSP, foi reforçado a pedido do Tribunal do Cartaxo para evitar possíveis confrontos entre os familiares e amigos de cada uma das partes, que marcaram presença em grande número durante as audiências.

No julgamento de 2010, quando Mário Ferreira foi condenado em pena suspensa, os familiares de Luís Fernandes deram conta da sua revolta dentro do tribunal, apesar de não se terem registado cenas de violência ou outros episódios graves. Desta vez, ainda esperaram pela saída do arguido, mas Mário Ferreira saiu do palácio de justiça poucos minutos após conhecer a sentença.

 

Saiba mais em:

Procurador pede 12 anos de prisão para polícia homicida

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