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A Junta de Fazendas de Almeirim, concelho de Almeirim, está a desenvolver um projecto de apoio social às famílias mais carenciadas da freguesia, e que consiste em fornecer-lhes uma refeição completa em cada sábado do mês.

A terceira iniciativa decorreu este sábado, 24 de Março, na Casa da Cultura de Fazendas de Almeirim, onde foram servidas cerca de 30 refeições, a que se somam “talvez outros 30 almoços, que são distribuídos ao domicílio a outras famílias sinalizadas que, por qualquer motivo, não se podem aqui deslocar”, explicou à Rede Regional o presidente da Junta de Fazendas, Manuel Bastos Martins.

A crise que o país atravessa e as crescentes dificuldades económicas que afectam cada vez mais famílias nas Fazendas foram o mote para a Junta começar a desenvolver esta campanha de solidariedade, em que conta com o apoio expresso de associações e colectividades de todos os lugares da freguesia, que tem cerca de 7 mil habitantes.

A primeira refeição de cada mês é servida em Marianos, confeccionada pela Associação Cultural e Recreativa de Marianos e Murta. De duas em duas semanas, nos segundo e quarto sábados do mês, o almoço é servido na Casa da Cultura, desta feita da responsabilidade dos dois ranchos folclóricos da vila, alternadamente. No terceiro sábado, é o rancho folclórico de Paço dos Negros quem serve o almoço nas instalações da colectividade local.

“Fica assim garantido que tentamos chegar a toda a gente”, afirmou o autarca.

Manuel Bastos Martins explicou ainda que tem existido um aumento significativo de refeições servidas, desde que a Junta abriu as inscrições para os almoços sociais, no passado mês de Fevereiro. “Hoje, já devemos ter aqui mais 20 residentes inscritos em relação ao último almoço, e o número deve continuar a crescer”, disse o presidente, que se mostra preocupado com o agravar das condições de sobrevivência de muitas famílias.

A Junta, que não tem um orçamento concreto para este projecto, calcula gastar entre 400 a 500 euros mensais nos almoços. “Avançámos porque temos disponibilidade financeira para isso”, explicou Manuel Bastos Martins, acrescentando que a Junta vai agora “entrar em contacto com alguns produtores agrícolas locais e outras empresas que possam contribuir em géneros, seja para a confecção das refeições, seja para dar alguns bens às famílias carenciadas”.

O presidente da Câmara Municipal de Almeirim, José Sousa Gomes, marcou presença no almoço deste sábado, onde elogiou a iniciativa por ser “uma forma de garantir uma refeição completa a quem atravessa dificuldades de subsistência, pelo menos uma vez por semana”. “Este é um sector da população que tem que merecer o nosso apoio e pena é que não consigamos resolver todos os seus problemas de vez”, acrescentou Sousa Gomes.

A mãe de um aluno da EB 2,3 Duarte Lopes, em Benavente, que anda a ser vítima de bullying desde o início do presente ano lectivo, já apresentou três queixas na GNR mas as agressões ao filho de 12 anos parecem não ter um fim.

Agostinha Garcia diz-se “desesperada” e “sem saber o que mais fazer”, temendo pela integridade física da criança, uma vez que as ameaças têm vindo gradualmente a subir de tom.

O último caso, que envolve usurpação de identidade no Facebook, ocorreu há poucos dias. Por mero acaso, Agostinha Garcia reparou que o filho estava on-line na rede social e estranhou o facto, uma vez que o mesmo já se tinha deitado.

Após iniciar uma conversa, foi ofendida com palavrões e ameaçada de morte por alguém que sabia onde mora a família e que disse “que fazia uma espera com uma navalha ao meu filho, à porta da escola”.

No dia seguinte, a mãe mostrou a conversa aos responsáveis do agrupamento de escolas Duarte Lopes, que a aconselharam a apresentar de imediato queixa na GNR. Na realidade, esta foi a terceira vez, desde Setembro de 2011, que se dirigiu ao posto para formalizar uma queixa-crime.

Em Fevereiro último, o filho foi agredido com um pontapé nos testículos e o caso teve consequências bastante graves. Quatro dias depois da pancada, e depois de passar pelo centro de saúde de Benavente e pelo Hospital de Vila Franca de Xira, deu entrada de urgência no Hospital da Estefânia, em Lisboa, e quase foi submetido a uma operação cirúrgica que poderia ter comprometido a sua fertilidade futura.

“Esteve oito dias em casa, em repouso absoluto”, relata a mãe, adiantando que, após ter pedido o reembolso das despesas ao abrigo do seguro escolar, recebeu um cheque de 1,76 euros, com a justificação de que “uma grande parte dos medicamentos não é comparticipada”. “Eu até tenho vergonha de ir ao banco levantar esta fortuna”, ironiza.

Os problemas de bullying começaram logo no início deste ano lectivo, quando o filho e a irmã mais nova, de 10 anos, começaram a ser alvo de agressões por parte de colegas mais velhos, alunos bastante problemáticos da EB 2,3 Duarte Lopes.

Alguns deles já foram expulsos durante vários dias ao abrigo de processos disciplinares, mas o facto é que a escola tem que os aceitar de volta, de acordo com o que está estabelecido no actual Estatuto do Aluno, que acabou com as reprovações por faltas e não prevê a exclusão definitiva.

A escola reconhece o problema, mas diz-se de mãos atadas, segundo Agostinha Garcia, uma vez que só pode instaurar processos disciplinares que vão, no máximo, até uma expulsão de dez dias, ao fim dos quais os alunos problemáticos estão de regresso ao recinto escolar e à convivência com os colegas que os próprios violentam.

“O meu filho sempre foi bom aluno e agora faz tudo para não ir à escola, porque tem medo”, afirma Agostinha Garcia, que exige “mais segurança para as crianças”. A criança anda a ser seguida em consultas de psicologia numa clínica na Encarnação, em Lisboa, o que aumenta ainda mais as despesas e complica o orçamento mensal da jovem mãe, que tem três filhos menores a seu cargo.

Engalanada com as tradicionais faixas roxas, a vila do Sardoal espera centenas de devotos para participar na Procissão dos Santos Passos do Senhor, que se realiza no domingo, 25 de Março, a partir das 15 horas.

Esta manifestação religiosa de grande tradição e forte simbolismo gira em torno da paixão e morte de Cristo, e inclui o sermão do encontro entre as imagens de Jesus e Maria, sua mãe, que se realiza na Praça da República.

No final deste sermão, a procissão é reatada a caminho do Convento de Santa Maria da Caridade, no qual o largo serve de palco ao sermão do calvário.

O cortejo é acompanhado pela Filarmónica União Sardoalense, que interpreta marchas fúnebres.

Para a sua realização, a Câmara Municipal do Sardoal coloca cerca de uma centena de faixas roxas nas janelas e varandas das ruas principais da vila, e fornece transporte em autocarro à população de todas as freguesias que pretendam participar nas cerimónias.

Esta procissão é a primeira manifestação religiosa do período que antecede a Semana Santa e da Páscoa, entre 5 e 8 de Abril.

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