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Apesar da componente religiosa das festas de Nossa Senhora da Boa Viagem manter as suas tradições seculares, a crise económica vai provocar uma enorme contracção na vertente popular das festas do concelho de Constância, que decorrem em paralelo nos dias 7, 8 e 9 de Abril.

Os habituais quatro dias dos festejos foram reduzidos para três, há menos espectáculos musicais e não se realiza a mostra nacional de artesanato, o grande prémio da Páscoa em atletismo e o encerramento com fogo-de-artifício.

“No actual contexto de crise económica e financeira, a Câmara Municipal considerou pertinente repensar o formato das festas do concelho”, explica uma nota de imprensa da autarquia, onde se lê que as decisões foram tomada “após reflexão com a população, com os comerciantes e com o movimento associativo concelhio”.

As ruas floridas de Constância, uma das imagens de marca destas festas, vão esperar os milhares de visitantes devidamente decoradas, mas o investimento do município em materiais e apoio logístico também sofrerá um corte acentuado. Durante os três dias, decorrerá no parque de merendas uma mostra de artesanato e doçaria do concelho, denominada “Saberes e Sabores”, o posto de turismo vai ter patente uma exposição de fotografia, e o edifício da antiga cadeia vai acolher a exposição “Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem ao longo dos séculos”.

A gastronomia tradicional vai estar presente nas tasquinhas típicas, nos restaurantes e nos cafés da vila, e a animação musical vai cingir-se à Praça Alexandre Herculano, no centro da vila, por onde vão passar bandas filarmónicas, ranchos folclórico e bandas sem grande expressão junto do público.

Segundo a Câmara de Constância, a componente religiosa das Festa da Nossa Senhora da Boa Viagem – com a chegada das embarcações engalanadas, a procissão e bênçãos dos barcos e das viaturas, missas e restantes celebrações pascais – decorrerá nos moldes dos anos anteriores. 

Várias turmas da escola EB 2,3 Mem Ramires, em Santarém, assinalaram o dia internacional da floresta com a plantação de várias árvores no recinto escolar, na quarta-feira, 21 de Março.

Os alunos tornaram-se padrinhos dos arbustos deitados à terra, e cabe-lhes agora zelar pela rega, pelo tratamento e pela sua protecção durante os longos meses de crescimento.

A iniciativa, que visa despertar a consciência dos alunos para a importância da preservação da floresta e também embelezar os espaços exteriores da escola, já tinha sido tentada o ano passado, em que foram plantadas mais de 40 árvores, na sua maioria pinheiros oferecidos pela Altri-Florestal, uma empresa da zona de Óbidos que aceitou agora voltar a colaborar com a Mem Ramires.

“Curiosamente, foram os alunos dos países de Leste que mais se empenharam no cuidado das suas árvores, dando quase o exemplo aos alunos portugueses”, explicou à Rede Regional Adília Silva, uma das professoras que dinamizou esta iniciativa. “Têm outra cultura de base em relação a estas questões, e é esse o espírito que queremos transmitir a todos os alunos”, disse, explicando que as turmas agora têm que assumir a responsabilidade de cuidar dos espaços que apadrinharam.

Os alunos vão contar com uma ajuda especial. A Tecnogarden, uma empresa de construção e manutenção de espaços verdes de Almeirim, disponibilizou-se para se deslocar à escola uma vez por mês e, gratuitamente, colaborar com os jovens no tratamento dos canteiros e cuidar do crescimento saudável das árvores.

O homem que em Fevereiro de 2009 disparou duas vezes sobre o presidente da Câmara Municipal de Almeirim, José Sousa Gomes, e da sua chefe de gabinete, Rosa Nascimento, foi considerado inimputável por padecer de doenças graves do foro psiquiátrico, nomeadamente paranóia delirante e distúrbios comportamentais graves.

Carlos G., que respondeu no Tribunal de Almeirim pelas acusações de dano com violência, detenção de arma proibida e coacção agravada, não foi condenado por nenhum destes crimes, que, todos somados, lhe podiam valer uma pena de prisão superior a 20 anos.

O acórdão, lido na quarta-feira, 21 de Março, sujeita-o apenas a uma medida de segurança que o obriga a ter acompanhamento psiquiátrico regular, um regime de medicação adequado e apresentações periódicas no departamento de psiquiatria do Hospital de Santarém, durante cinco anos.

Baseando-se em duas avaliações clínicas que constam do processo, o colectivo de juízes considerou que o arguido encontrava-se “totalmente privado de discernimento sobre a sua conduta” quando, após ter discutido com o autarca na aldeia de Paço dos Negros, foi a casa buscar uma arma de calibre 6.35mm, ilegal e modificada para fogo real, e disparou duas vezes sobre o carro da autarquia onde seguiam Sousa Gomes e Rosa Nascimento, quando estes se preparavam para abandonar o local.

O tribunal deu como provado que o homem, que esteve internado por duas vezes em 2009 e 2010, desenvolveu uma psicose delirante acompanhada de paranóia em relação ao autarca, após este se ter recusado a pagar o conserto do carro da sua esposa, que teve um acidente numa estrada que estava em obras, em Paço dos Negros.

Apesar de considerar que o arguido não tinha, na altura, consciência dos factos e da sua gravidade, o colectivo de juízes salientou ser possível que Carlos G. venha a desenvolver o mesmo tipo de comportamento, caso não tenha acompanhamento psiquiátrico permanente. Nesse sentido, decidiu aplicar-lhe uma medida de segurança suspensa por cinco anos, período em que o homem, para se manter em liberdade, terá que fazer prova de que está sujeito aos tratamentos e à medicação que lhe for diagnosticada.

Os factos remontam a 20 de Fevereiro de 2009, durante uma deslocação do autarca a Paço dos Negros, onde se estava para iniciar uma obra da Câmara. Carlos G. apareceu no local, na rua do Paço, e, após ter conversado com o autarca, foi a casa buscar a arma. Cerca de 10 minutos depois, regressou e, sem sair do seu carro, disparou duas vezes sobre o presidente e a chefe de gabinete, que já estavam dentro da viatura da autarquia.

O homem foi detido pouco tempo depois pela GNR na sua casa, em Paço dos Negro, onde não ofereceu resistência e entregou de imediato a arma ilegal.

Em Setembro de 2010, e já constituído arguido e sujeito à obrigação de permanecer na residência, o arguido fez um telefonema ameaçador para a Câmara, onde declarou que mataria Sousa Gomes caso não lhe passasse um cheque de 10 mil euros para pagar o arranjo do carro da mulher, o que lhe valeu a acusação de coacção agravada.

Desde então, Carlos G. tem estado submetido a acompanhamento psiquiátrico regular, apoiado pela família.

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