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A GNR está a investigar a origem de resíduos humanos encontrados na lavandaria da Conforlimpa Tejo, em Almeirim, provenientes, ao que tudo indica, de um lote de roupa suja do Hospital São Bernardo, em Setúbal.

A descoberta foi feita na tarde de sexta-feira, 30 de Março, pelas próprias funcionárias da empresa, que de início até pensaram tratar-se do feto de um recém-nascido.

“O alerta inicial foi dado nesse sentido e foi de facto encontrado um composto orgânico misturado com a roupa, mas não se conseguiu apurar no local de que matéria se trata e se será ou não um feto humano”, disse à Rede Regional fonte do Comando Territorial de Santarém da GNR, acrescentando que os resíduos foram recolhidos pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) da GNR e enviados para o Instituto de Medicina Legal, em Lisboa, onde vão ser analisados.

A mesma fonte acrescentou que nem a delegada de saúde, que foi chamada à lavandaria, “conseguiu determinar de que tipo de resíduos se trata”.

“É a primeira vez que encontramos este tipo de matéria orgânica na lavandaria da empresa, pelo que fizemos o que nos competia, que foi chamar de imediato as autoridades”, disse à Rede Regional o presidente do Grupo Conforlimpa, Armando Cardoso. “Já aconteceu encontrarmos e recuperarmos outro tipo de objectos, como material hospitalar e até pertences pessoais de pacientes, mas nunca este tipo de matérias”, acrescentou o empresário, explicando que os restos foram encontrados num lote de roupa suja do Hospital São Bernardo, em Setúbal, uma das várias unidades hospitalares que são clientes da Conforlimpa.

“Por enquanto, não temos outras informações, mas queremos que tudo seja devidamente esclarecido”, afirmou.

Santarém, a par de Bragança, Évora, Portalegre e Vila Real, é um dos distritos do país que registaram um maior aumento da criminalidade violenta no ano passado.

Os dados são do Relatório Anual de Segurança Interna, que refere que nestes cinco distritos a criminalidade violenta e grave subiu mais de oito por cento.

De acordo com o mesmo relatório, Santarém foi o único distrito que manteve o número de participações às autoridades.

António Franco – o conhecido Toni, fundador da discoteca Horta da Fonte, em 1979 – foi o último convidado das “conversas na taberna” do Museu Rural e do Vinho do Cartaxo, onde recordou os tempos em que as casas nocturnas que abriu na cidade traziam gente de todo o país, sobretudo da área metropolitana de Lisboa.

Além da Horta da Fonte, António Franco foi também proprietário do bar Coice da Mula, espaços que, durante anos, marcaram a diferença em toda a região pela qualidade musical e pelo bom ambiente que os caracterizava.

Sempre com um enorme espírito empreendedor, Toni leva mais de três décadas dedicadas à diversão nocturna, sendo talvez o principal responsável pelo epíteto que o Cartaxo ganhou, em tempos idos: a “Las Vegas do Ribatejo”.

Mas hoje os tempos são outros, e até a discoteca mais antiga do país, a funcionar quase há 33 anos, sente as dificuldades provocadas pela crise. “Hoje abro só ao sábado e para ter gente vejo-me aflito”, desabafou António Franco, explicando que clientela, é na sua grande maioria de fora do concelho.

As últimas obras efectuadas há sete anos permitiram proporcionar outro conforto ao espaço, mas o negócio da noite mudou bastante. “Criámos uma discoteca para menos gente, mas dando a hipótese às pessoas de se sentirem melhor”, contou Toni, para quem “as dificuldades de quem se dedica à diversão nocturna são muitas e avizinham-se ainda mais”.

Na sua vida “cheia de altos e baixos”, como o próprio diz, outros projectos tiveram também o seu cunho, como a discoteca Horta 2, no Algarve, a discoteca Lipp’s, em Pontével, ou o bar das piscinas municipais do Cartaxo.

Nascido em Lisboa, em 1948, António Franco tirou um curso de serralharia e com 18 anos já dava aulas, como professor de trabalhos oficinais no ensino básico. Paralelamente, praticava natação e judo, modalidade em que conquistou o título de campeão nacional. Aos 19 anos começou a cumprir o serviço militar, primeiro em Santarém, depois em Lamego, onde tirou o curso de Oficiais e Sargentos. “No último minuto do curso, um amigo morreu com um tiro na barriga, então jurei que ia ser Comando para vingar a sua morte. Um sentimento que surge nos jovens de 18, 19 anos de poderem ser pequenos heróis”. Uma parte da promessa foi cumprida. Toni formou-se como Comando em Angola, onde esteve durante dois anos.

Mas outras aventuras lhe estavam reservadas no regresso a Portugal.

Filho de um tipógrafo que foi fundador do jornal “A Bola” e que trabalhava na Casa das Obras do Diário Popular, onde se fazia este jornal desportivo e o “Record”, Toni recebeu do pai o gosto pela comunicação social, enveredando pela área da publicidade.

Foi no Diário Popular que assumiu as primeiras funções nesse campo, e “em pouco tempo, devido à minha entrega e maneira de ser, fui subindo chegando a sub-chefe da secção de publicidade. Dei nas vistas rapidamente”.

Seguidamente, foi convidado a chefiar o jornal “A República”, do qual guarda muitas recordações: as visitas da PIDE que entrava redacção a dentro para prender jornalistas, de Mário Soares à porta do jornal, da luta que antecedeu o fecho do jornal. “Não fui para o jornal por opções políticas, foi por questões profissionais, para subir na vida”.

Mas após toda a luta que envolveu esse jornal, Toni chegou a ser apelidado de comunista.  “Eu acreditava num jornalismo plural, não aceitava que quisessem fazer dele um jornal do PS. Foi um ano de luta. Pus-me ao lado dos trabalhadores, cheguei a decidir os cabeçalhos, a fazer reportagens e fotografia e ia entregar o jornal ao Porto”, recordou.

Foi no final dos anos 60 que Toni conheceu Luís Filipe e começou a vir a festas e convívios ao Cartaxo. Em 1977, muda-se para a capital do vinho para explorar “A Eira”, que se viria a transformar na discoteca Horta da Fonte. As vivências dos últimos 34 anos passados no Cartaxo não o fizeram esquecer a capital portuguesa – porque nunca se esquece a terra onde se nasceu – mas permitiram-lhe descobrir outros encantos.

“O Cartaxo tem uma qualidade de vida que não tem Lisboa. Para mim, hoje é um sacrifício ir a Lisboa, o trânsito, o tempo que se gasta de um sítio para outro. É um desgaste enorme. Aqui sou plenamente feliz”, desabafou o empresário. 

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