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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos pagou esta segunda feira, 10 de Outubro, uma percentagem dos vencimentos de setembro e está sem verba para arranjar as cinco viaturas que tem avariadas.

Segundo o presidente da associação, António Malheiros, a situação afeta o socorro e só não fica ninguém por socorrer porque há um sistema montado para avançarem outras corporações da região quando a sua não consegue responder aos pedidos de ajuda.

Sublinhando que a situação financeira da corporação – que conta com perto de 60 elementos, entre voluntários e profissionais, e 14 viaturas – é “extremamente difícil”, António Malheiros não descartou o cenário de “poder fechar as portas”.

O problema da associação são as dívidas do Estado porque se o dinheiro em falta viesse a conta bancária dos bombeiros de Salvaterra ficaria com um saldo positivo. António Malheiros diz que além da acumulação do prejuízo ao longo dos anos, há que acrescentar os atrasos nos pagamentos, que chegam aos sete, oito meses.

No verão de 2012, a cidade de Santarém vai ter um novo cemitério que deverá responder às necessidades da população nos próximos cem anos. A garantia foi dada esta segunda-feira, 10 de Outubro, pelo presidente da autarquia. Francisco Moita Flores apresentou o projeto do novo espaço, que terá um forno crematório para servir a região e complementar a capacidade de Lisboa.

O cemitério, a construir na zona da Portela das Padeiras, ocupará, numa primeira fase, uma área de seis a sete hectares, podendo ir, gradualmente e consoante as necessidades, até aos 14 hectares. O espaço conciliará os tradicionais enterramentos individuais e a existência de jazigos familiares com a possibilidade de cremação. As cinzas poderão ser colocadas num jardim de árvores frondosas, ser depositadas em nichos, ou, o que classificou como uma novidade em Portugal, serem “sepultadas” num espaço que simula o enterramento individual. “Seremos pioneiros em Portugal no sepultamento individual das cinzas”, explicou Moita Flores.

Além de zona de estacionamento, o espaço terá uma igreja principal, com capacidade para acolher 300 pessoas, sala de preparação dos cadáveres, duas câmaras ardentes, com antecâmara, uma zona de cafetaria, bar e de repouso, a zona de cremação e uma zona comercial, para venda de artigos relacionados, como flores, mármores, depósitos de cinzas.

Segundo o autarca, o cemitério manterá a configuração “romântica” dos cemitérios portugueses, com praças, ruas, locais de culto e reflexão (numa analogia à “cidade dos vivos”), recuperando alguma da flora que se foi perdendo, como os chorões e os ciprestes.

O projeto inclui ainda construção de quatro capelas funerárias junto à igreja de S. Pedro, situada a meio caminho entre o hospital de Santarém e o novo cemitério, de forma a libertar a zona das Portas do Sol, onde atualmente se realizam os velórios.

A assembleia de freguesia da Póvoa da Isenta, concelho de Santarém, aprovou uma moção em que contesta os valores cobrados pela empresa municipal Águas de Santarém para ligação ao sistema de saneamento atualmente em construção na freguesia.

A assembleia, que se reuniu a 30 de Setembro, juntou perto de uma centena de pessoas, mobilizadas por um grupo de cidadãos que redigiu um comunicado que põe em causa os valores praticados pela Águas de Santarém, comparativamente a sistemas de outros concelhos da região, acabou por ser aprovada a criação de um grupo de trabalho que irá fazer uma proposta a apresentar à empresa.

Depois de uma discussão acalorada, os presentes estabeleceram como valor “razoável” o pagamento de uma verba da ordem dos 250 euros, contra os 618 cobrados pela Águas de Santarém, mesmo assim sujeito a uma análise comparativa que o grupo que vai juntar eleitos e elementos da população vai agora fazer.

A dinamizadora do movimento de cidadãos, Helena Jorge, sublinhou que a população não está contra o saneamento básico, obra ansiada “há 30 anos”, considerando “inadmissível” que as pessoas tenham que pagar os valores exigidos para usufruírem de um direito fundamental.

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