A Câmara de Santarém está desatualizada e anuncia cortes em verbas que não paga. A crítica é do presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santarém (AHBVS), Diamantino Duarte, que reage assim a declarações do vereador com o pelouro da Protecção Civil na autarquia escalabitana, que anunciou cortes de 30 por cento nos protocolos que a autarquia mantém com os bombeiros voluntários do concelho.

Diamantino Duarte diz que, na atual situação, em que a câmara não paga o que deve há vários meses, reduzir 30 por cento ou 100 por cento é o mesmo. Segundo diz, a autarquia deve à corporação cerca de 185 mil euros, tendo deixado de transferir as verbas previstas no protocolo desde Maio de 2010 e as relativas ao equipamento das instalações inauguradas, em 2007, estão com um atraso de oito meses.

E declarações à agência Lusa, publicadas em vários meios de comunicação, o vereador da Protecção Civil nega qualquer atraso nas transferências relativas ao empréstimo para equipamento e refuta qualquer tipo de discriminação da autarquia em relação aos Bombeiros Voluntários de Santarém. António Valente reconhece apenas que a autarquia tem em atraso os pagamentos relativos aos protocolos.

No balanço à actividade de 2011, que teve um orçamento de meio milhão de euros, o comandante dos Voluntários de Santarém, Paulo Santos, diz que a corporação respondeu a cerca de 6.500 alertas, 30 por cento de todas as ocorrências registadas nesse ano no concelho.

Segundo a Direção, a AHBVS tem uma situação estável, com ordenados e pagamentos ao Estado em dia e dívidas a fornecedores na ordem dos 30.000 a 35.000 euros. Atualmente a corporação tem um quadro de 136 pessoas, 44 das quais no activo (a que se deverão juntar mais 15 actuais estagiários até ao Verão) e 20 assalariados.