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A propósito da notícia “Rio Alviela sofre mais uma descarga poluente”, que a Rede Regional publicou no dia 26 de março de 2020, recebemos duas reações, uma da Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC), e outra da Aquanena – Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Alcanena.

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Nenhuma destas entidades é mencionada, ou sequer referida, aludida ou citada na notícia original publicada, mas ambas fazem questão – por iniciativa própria – de descartar responsabilidades na descarga poluente no Rio Alviela denunciada pela União de Freguesias de Casével e Vaqueiros, no concelho de Santarém.
A APIC, numa tentativa de exercício de direito de resposta que fez chegar à Rede Regional, refere que “a indústria de curtumes tem pautado a sua postura por um respeito cada vez maior pelo meio ambiente, estimulando medidas direcionadas à sustentabilidade”, e que as empresas de curtumes “são as primeiras interessadas na promoção de uma imagem positiva da indústria”.
Esta organização garante que “a alegada descarga poluente não deverá ter tido origem em empresas de curtumes ou do cluster do couro de Alcanena”, esclarecendo, logo de seguida, que a ETAR de Alcanena “também poderá ser, do ponto de vista das possibilidades para a origem da referida descarga, um dos pontos de origem dessa mesma descarga”.
A APIC precisa depois que “já não tem a sua gestão a cargo da indústria de curtumes, desde que em julho de 2019, a CMA – Câmara Municipal de Alcanena – operou o resgate da concessão que até então estava entregue à AUSTRA - Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena”, entregando-a à Aquanena.
A APIC considera mesmo que se “deveria questionar a Aquanena no sentido de saber se foi registada alguma anomalia no funcionamento da ETAR de Alcanena, que resultasse na necessidade excecional de efetuar uma descarga direta no meio hídrico por eventual incapacidade momentânea de tratamento das aguas residuais industriais por parte da ETAR”.
Já a Aquanena, também sem nada lhe ser solicitado, fez chegar à Rede Regional uma “síntese das ações que tem vindo a desenvolver, após ter tido conhecimento da situação” reportada na notícia.
Refere esta empresa municipal que, “quanto à ETAR de Alcanena, não se registou, durante o período em avaliação, nenhuma alteração ao nível do tratamento, mantendo as suas condições usuais de funcionamento, para as quais se encontra capacitada”.
E acrescenta ainda que “desenvolveu de imediato” uma “deslocação ao longo do Rio Alviela e linhas de água afluentes no concelho de Alcanena, para apuramento de eventuais descargas que pudessem ter ocorrido, não existindo evidências de afluências com cargas poluentes, designadamente a presença de espumas e cheiros tóxicos”.
Sem referir o intervalo temporal que decorreu entre a descarga e os testes, a Aquanena garante ter realizado “medições de oxigénio dissolvido em vários pontos ao longo do Rio Alviela, nomeadamente no local onde apareceu a ave aquática morta (Secalina), obtendo-se resultados superiores a 9 mg/L, que evidenciam uma boa qualidade para o desenvolvimento da fauna no rio”.
E pormenoriza adiantando que as amostragens e análises realizados “em vários pontos ao longo do Rio Alviela (Azenha em Filhós, Mouseiro na Louriceira e Secalina em Vaqueiros), cujos resultados entretanto obtidos, não evidenciam a ocorrência de qualquer descarga anormal”.

 



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