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A maior parte dos especialistas é unânime que, em crises como esta que vivemos atualmente devido à pandemia com o Covid-19, a informação rigorosa e a credibilidade de quem a passa é fundamental para tranquilizar a população e mantê-la focada naquilo que são as diretrizes imposta pelo Estado.

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Sabendo isso, o Governo e a Direção Geral de Saúde (DGS) decidiram realizar balanços diários, incluindo conferências de imprensa e publicação dos dados online. E se nos primeiros dias tudo pareceu correr bem, desde o início da semana que a confiabilidade dos dados é, no mínimo, questionável.

Comparando os dados do balanço da DGS desta quarta-feira, 25 de março (que reporta os números até às 24h00 de ontem, dia 24), com os dados recolhidos pela Rede Regional junto de fontes oficiais, nomeadamente autarcas e serviços municipais de proteção civil, as contas não batem certas.

Em Santarém, o concelho com maior número de casos na região, a DGS dá conta de 9 casos positivos quando a autarquia, citando dados da autoridade local de saúde, dá conta, há 3 dias, de 11 infetados.

No Cartaxo, onde a câmara municipal ontem tinha sido informada de 7 casos (hoje já somou mais 2), a DGS refere apenas 4.

Almeirim, que de acordo com município tinha ontem 4 casos (hoje subiu para 6), surge com apenas 3 casos no balanço diário de hoje da DGS.

Tomar, com 4 casos confirmados pela autarquia e pela delegação de saúde, não surge sequer na lista publicada pela DGS, que divulga os municípios que têm até 3 casos positivos identificados.

Nestes quatro concelhos apenas, entre os números da Direção Geral de Saúde e os recolhidos pela Rede Regional da forma acima indicada, há uma diferença de pelo menos 8 casos (3 no Cartaxo, 2 em Santarém e Tomar e 1 em Almeirim).

NOTA DA REDAÇÃO:

Esta disparidade não é coisa pouca nem pode ser justificada com um mero lapso. Há algo mais (e até pode ser simples de explicar) que precisa de ser esclarecido porque apesar de alguns direitos terem sido limitados, a população continua a ter direito à verdade. Ou será que não?

No caso concreto da Rede Regional, apesar dos muitos emails, mensagens e telefonemas a denunciar situações ocorridas nos 21 concelhos da região, desde o primeiro caso registado no distrito de Santarém, a 23 de fevereiro, que tivemos sempre a preocupação de noticiar apenas casos confirmados pelas autoridades.

Essa preocupação levou-nos a contactar diretamente e via email vários serviços oficiais ligados à área da saúde que nos poderiam dar essa informação de forma clara e rigorosa (agrupamentos de centros de saúde, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, unidades locais de saúde pública, etc).

Contrariamente ao que esperávamos, e que pensamos ser o desejável para uma partilha rigorosa da informação, a maior parte desses serviços, “chutou” a responsabilidade para o lado ou nem sequer respondeu aos contactos. A exceção é o Médio Tejo, onde a Delegada de Saúde, Maria dos Anjos Esperança, de forma transparente, faz um balanço diário aos casos que ocorrem na região.

Neste cenário, vale-nos a atitude da maioria das autarquias da região (porque também há exceções), que talvez porque os seus autarcas andam na rua e percebem a importância que a informação tem para o cidadão que, de um dia para o outro, foi obrigado a mudar a sua vida e vê o futuro com uma incerteza por vezes desconcertante, informam diariamente os seus munícipes do estado da pandemia nos seus concelhos.

Este texto não foi escrito de impulso, muito menos com um qualquer objetivo de lançar a confusão ou desacreditar as instituições. Estava pensado desde o início da semana mas sai agora porque ao jornalista cumpre buscar a verdade e divulgá-la.



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