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O principal suspeito do homicídio de Ana Lúcia Oliveira, que foi morta com grande violência no apartamento onde se prostituía na Travessa das Frigideiras, em Santarém, foi capturado através de um descuido amador com o telemóvel da vítima.

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Ao fim de três meses de investigação, a Polícia Judiciária (PJ) encontrou o aparelho escondido junto ao tubo de exaustão do esquentador na casa do arguido, um técnico de informático que morava há poucos meses em Santarém.
A recuperação do telemóvel, a somar aos vestígios de ADN encontrados no local do crime, levam o Ministério Público (MP) a acusar o homem, de 32 anos e natural de Angola, por homicídio qualificado, num julgamento que se vai iniciar em breve no Tribunal de Santarém.
Segundo o Despacho de Acusação, a que a Rede Regional teve acesso, o arguido fez várias chamadas para os três telemóveis da vítima, a tentar marcar encontros sexuais nos dias que antecederam o homicídio, a 27 de janeiro de 2019.
Antes de fugir do apartamento, levou um dos aparelhos a fim de apagar o registo dos contatos, mas o facto de não se ter desfeito dele levou a PJ a detê-lo, quase três meses após o crime.
Segundo o MP, o informático matou Lúcia Oliveira, que tinha então 48 anos, quando esta estava de costas, com um único golpe no pescoço desferido com um objeto perfurante, por motivos não apurados.
A vítima ainda conseguiu caminhar alguns metros, deixando um rasto de sangue na porta e paredes do quarto onde atendia o homicida, mas acabou por morrer no local, com ferimentos profundos na carótida e na jugular.

Marido desconhecia atividade da mulher
Ouvido durante a investigação, o marido de Lúcia Oliveira garantiu que desconhecia que a mulher se dedicava à prostituição durante as suas ausências do país.
O casal conheceu-se numa casa de alterne perto de Santarém e casou em novembro de 2011, mas, dois anos depois, o homem emigrou para a Suíça e posteriormente para a Bélgica, país onde se encontrava quando a mulher foi assassinada.
O marido enviava cerca de 400 euros todos os meses para a família em Portugal, e explicou que julgava que a mulher obtinha rendimentos da sua atividade na manicura e das rendas de dois imóveis que tinha em seu nome, no Brasil, de onde era natural.
Lúcia Oliveira deixou um filho com deficiência profunda, de 23 anos, com quem residia no Bairro do Girão, em Santarém.
O apartamento onde foi assassinada, na Travessa das Frigideiras, era também usado por outras mulheres para atender homens.
Segundo o Despacho de Acusação, o verdadeiro motivo deste crime violento está ainda por apurar durante o julgamento.

 



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