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O menino de três anos que foi atropelado na localidade de Asseiceira, concelho de Rio Maior, acabou por falecer durante a manhã desta quarta-feira, 21 de agosto, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado com prognóstico bastante reservado.

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Recorde-se que a criança foi colhida por uma viatura ligeira pelas 15 horas de terça-feira, após ter saído a correr para a estrada do interior de um café onde estava com os pais.
O menor estava já em estado de paragem cardiorrespiratória quando os primeiros meios de socorro chegaram ao local, onde dois bombeiros residentes em Asseiceira estavam a proceder a manobras de suporte básico de vida.
Já com as equipas dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior e do INEM da VMER das Caldas da Rainha no local, a situação de paragem cardiorrespiratória foi revertida, e o menino foi transportado “em estado critico, mas com sinais de vida” à urgência pediátrica em Santarém.
O facto de ter sido conseguida a reversão do estado da criança, que é uma situação pouco comum, levou o Comando dos Bombeiros de Rio Maior a publicar um comunicado onde agradece “aos elementos que prestaram o primeiro socorro no local, a sua entrega, esforço, profissionalismo e toda a colaboração institucional, pois só com este espírito é possível transformar algo de muito mau em algo um pouco melhor e que não deixou nenhum operacional indiferente”.
Com a devida autorização do autor, a Rede Regional deixa aqui, na íntegra, a publicação do comandante dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, Luís Coelho, acerca deste acidente:

“O DIA DE ONTEM DEIXOU MAIS UMA CICATRIZ INVISÍVEL …
Algumas horas passadas sobre a ocorrência de ontem de socorro a uma criança de apenas 3 anos vítima de atropelamento que com o empenho inegável de todos que acorreram em seu auxílio foi possível reverter a sua situação e permitir-lhe que esteja a lutar pela vida.
Hoje já com a adrenalina em níveis normais e olhando para trás, percebo que esta será mais uma cicatriz invisível dos operacionais envolvidos no socorro, uma cicatriz que ficará para o resto das nossas vidas, pois fazendo um “rewind” do momento, recordo os operacionais que durante as operações de socorro, por imposição das suas funções estavam um pouco mais à distância, e onde era possível ler nas suas expressões faciais o quanto a situação os estava a afetar sem que com isso deixassem de cumprir a sua missão com profissionalismo que a mesma exigia.
Operacionais estes que estavam colocar-se no lugar daquela família partilhando a dor do momento, pois muitos deles Pais e Mães de crianças pequenas, e era inegável que estava a ser um momento difícil para todos eles (nós), vi homens de arma à cintura mas de coração desfeito pelo acontecimento, operacionais a enxugar as lágrimas e suor com o seu EPI de modo a que ninguém percebesse.
Estas cicatrizes são marcas invisíveis, mas de uma profundidade que atravessam a alma, são também estes operacionais de carne e osso.
Apesar de todos os esforços, lamentavelmente chegou esta manhã a notícia que não queríamos ouvir, o Guilherme não resistiu e partiu …à família uma palavra e um abraço de conforto nesta hora tão difícil para todos (nós)”.
Luís Coelho

 



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