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Cerca de 150 antigos pescadores avieiros e respectivos descendentes aproveitaram o feriado de 1 de Maio para se reunir em Vale de Figueira, no concelho de Santarém, freguesia que recebeu o 3º dia nacional do avieiro.

Vindas de Vieira de Leiria, Vila Franca de Xira, Póvoa de Santa Iria, Valada e Caneiras, entre outras localidades, as famílias aproveitaram a ocasião para recordar outros tempos marcados pela faina dura e confraternizar num grande almoço convívio que decorreu no Celeiro do Outeirão, onde o rancho folclórico de Vale de Figueira recriou cenas de um casamento avieiro.

Esta iniciativa arrancou com uma recepção aos participantes na sede da Junta de Freguesia, onde o grupo Fotógrafos Amadores do Ribatejo inaugurou a exposição “Avieiros do Tejo”, que vai ficar patente até 11 de Maio. Depois de um pequeno lanche de café das borras com pão torrado com mel, o grupo seguiu para uma visita à igreja matriz de Vale de Figueira, cuja paróquia é membro do Consórcio dos Avieiros.

Foi através desta entidade que a igreja se candidatou ao financiamento do projecto de restauro da talha dourada, no valor de 90 mil euros, que está a decorrer e a ser apoiado com fundos comunitários no âmbito do PRODER.

Durante a tarde, foi descerrada uma placa na antiga aldeia avieira da Barreira da Bica, um aglomerado que, no passado, chegou a ter cerca de 30 casas e a juntar cerca de 150 pescadores e respectivas famílias. Hoje, já pouco resta das habitações, que não eram feitas em estacaria como as tradicionais casas dos avieiros.

Este terceiro convívio nacional ficou ainda marcado pela realização da 1ª estafeta avieira entre a praia de Vieira de Leiria e a Barreira da Bica, na distância de 95 quilómetros. Organizada pelo Alvitejo e pelo Industrial Desportivo Vieirense, esta prova de atletismo pretendeu mostrar simbolicamente o percurso sazonal que os antigos pescadores de Vieira de Leiria faziam até às margens do Tejo nos finais do século XIX e inícios do século XX, em busca do sustento que as condições do mar não lhe ofereciam durante o Inverno. Os atletas passaram pelo percurso que os avieiros faziam quatro vezes por ano, a pé, de carroça, de barco ou de comboio.



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