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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) afirma que a adesão à greve convocada para o Hospital de santarém chegou a atingir esta quarta-feira, 20 de agosto, os 100% em vários serviços, incluindo medicina, cardiologia, urologia, psiquiatria, obstetrícia, ortopedia, urgência geral e especialidades cirúrgicas.

Segundo a mesma fonte, citada pela agência Lusa, ao todo, no turno da manhã estiveram em greve 65% dos enfermeiros e de tarde (16h00-23h00) a percentagem aumentou para 92,6%.

Contactado pela agência Lusa, o Conselho de Administração do Hospital de Santarém recusou-se a prestar declarações e comentar os números de adesão à greve avançados pelo sindicato.

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"Eu tenho 67 anos e sinto necessidade de consultas que nem são marcadas ou são adiadas", afirma Bertina Branco à porta do hospital de Santarém, onde durante a manhã desta quinta-feira, 22 de agosto, participou no cordão humano que exigiu a prestação de melhores cuidados de saúde nesta unidade hospitalar.

Convocado em menos de 24 horas, esta ação de protesto foi organizada pelo Movimento dos Utentes de Serviços Públicos de Santarém (MUSPS), e serviu de apoio à greve de quatro dias que os enfermeiros de Santarém estão a realizar desde a passada terça-feira, e que, ao terceiro dia, "está a registar uma adesão de 82%", segundo Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

"Aos enfermeiros deste hospital, está-lhes a ser exigido um trabalho impossível de aguentar", disse Augusto Figueiredo, responsável do MUSPS, garantindo que o movimento vai continuar com as ações de protesto para "sensibilizar a opinião pública e os órgãos do poder democrático que a saúde é um direito humano consagrado, não é um negócio".

"Parece que já nem temos um Ministério da Saúde, temos um ministério da doença", acrescentou Augusto Figueiredo, que comentou ainda o facto da administração do hospital de Santarém ter anunciado a contratação de 17 novos enfermeiros.

"Ora, se faltam 170, estamos a falar de um décimo do que é necessário. Assim, parece que querem mandar areia para os olhos das pessoas", disse o responsável, garantindo que as ações de protesto em defesa do Serviço Nacional de Saúde vão continuar.

Entre os cerca de 80 a 100 participantes neste cordão humano, queixas e lamentos não faltaram em relação ao serviço que lhes é prestado no Hospital de Santarém.

"Não faltam só enfermeiros, faltam também médicos", desabafou Lucinda Botas, acrescentando que acha muito justa a luta dos profissionais de saúde que estão em greve.

"Esperamos demasiado tempo por consultas, mesmo em oncologia", garantiu à Rede Regional Teresa Silva, uma utente "muito frequente" que acrescenta ainda já ter notado "carências de roupa e de outro material".

"Isto assim não pode continuar, temos que lutar pelos nossos direitos, e é o que estamos a fazer ao estar aqui ao lado dos enfermeiros", acrescentou a scalabitana.

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Garantindo estar à beira da exaustão e sobrecarregados de trabalho, os enfermeiros do Hospital de Santarém deram na manhã desta terça-feira, 19 de agosto, início a uma greve de quatro dias, que se vai estender até às 24 horas de sexta-feira, dia 22.

A ação de protesto serve para denunciar a falta de pessoal de enfermagem nesta unidade de saúde, o incumprimentos dos horários de trabalho e horas extraordinárias não remunerados que são obrigados a fazer para evitar ruturas nos serviços.

"Estamos exaustos. Não há quem aguente o volume de trabalho a que estamos sujeitos, e é preciso que os utentes e a população saibam disso", disse à Rede Regional a delegada regional de Santarém do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Já depois do pré-aviso de greve, a administração do Hospital anunciou a contratação de 17 novos profissionais, o que é uma migalha perante a dimensão do problema, segundo o sindicato.

"Pelos cálculos da dotação de enfermeiros, faltam 170 profissionais neste hospital", explica Helena Jorge, dando exemplos concretos dos problema de funcionamento que esta situação provoca nos serviços.

"Na medicina, por exemplo, onde estão os doentes mais dependentes porque não têm alta de um dia para o outro, há metade dos enfermeiros ao fim-de-semana", adianta Helena Jorge.

"Na urgência, onde os doentes não deviam permanecer por mais de 24 ou 48 horas, nós chegamos a ter mais de 50 internados porque não temos capacidade de os absorver nos restantes serviços", exemplifica ainda a responsável, para quem está na hora de dar um murro na mesa.

Para Helena Jorge, esta situação "tem implicações óbvias na qualidade dos cuidados que são prestados aos doentes, mas nós não vamos deixar que o ministro atire as culpas para cima de nós, que temos trabalhado até à exaustão"

No último ano, segundo as contas do SEP, saíram do Hospital de Santarém cerca de 30 enfermeiros não substituídos no seu posto de trabalho, o que tem provocado o aumento da carga de trabalho para os restantes.

Neste momento, há enfermeiros obrigados a fazer turnos consecutivos para assegurar os serviços e outros com 20 e 30 horas de trabalho extraordinário acumulado, por mês, e não remunerado.

A solução passa, segundo o SEP, pela contratação de novos profissionais.

"Nós esperamos que o Ministério da Saúde delegue competências nas administrações hospitalares para que estas possam contratar o número de enfermeiros que está identificado como necessário", afirmou a presidente do SEP, Guadalupe Simões, esperando que a tutela "termine com esta aberração que é a exploração destes profissionais, tendo em conta que cada um está a fazer o trabalho de dois".

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