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A Câmara de Alpiarça acredita que a saída dos dois médicos cubanos que prestam serviço no centro de saúde local só acontecerá após a chegada de Cuba de novos médicos para assegurar o serviço.
A convicção é do presidente da autarquia, Mário Pereira, que participou no sábado, 21 de janeiro, numa reunião plenária com a população que encheu o salão da Casa do Povo de Alpiarça e onde se discutiram as questões relativas ao funcionamento do Centro de Saúde e ao pessoal médico e de enfermagem, entre outras.
Recorde-se que perante os problemas de falta de médicos no concelho, o actual executivo da Câmara Municipal de Alpiarça assumiu em finais de 2009 o pagamento das despesas de habitação dos dois médicos de nacionalidade cubana colocados no Centro de Saúde – despesa que deveria caber ao poder central – porque estava em causa a saúde dos alpiarcenses.
Esta decisão, reforçada pelo bom trabalho desenvolvido pelos dois médicos cubanos, contribuiu para que o número de utentes sem médico de família em Alpiarça passasse de 4000, em 2009, para 280 atualmente.

Tendo como pano de fundo a anunciada reorganização do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) e as medidas mais recentes anunciadas pelo Ministério da Saúde, a comissão de utentes de saúde do Médio Tejo vai promover três reuniões públicas com o objectivo de debater a prestação de cuidados não só nos hospitais, mas também nos centros de saúde desta zona no norte do Ribatejo.

A primeira reunião realiza-se em Tomar, na Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, na quarta-feira, 25 de Janeiro, a partir das 21 horas.

Segue-se Abrantes, na sede da Junta de Freguesia de São Vicente, na quinta-feira, dia 26, a partir das 21 horas, e Torres Novas, no dia seguinte e à mesma hora, no Montepio de Nossa Senhora da Nazaré.

Estes três encontros públicos são realizados no final de uma reunião com a nova equipa do conselho de administração do CHMT, e que está marcada para terça-feira, dia 24, às 16 horas.

O casal de médicos cubanos que presta serviço no centro de saúde de Alpiarça deverá sair no final de Janeiro, o que vai deixar cerca de 4.000 utentes sem médico de família.

“Temos essa informação e o que nos preocupa de momento é saber se vão ser substituídos”, disse à Rede Regional Paula Matias, da comissão de utentes de saúde de Alpiarça, que já pediu uma reunião de urgência à comissão executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria II, com sede em Almeirim.

Os médicos encontram-se neste momento de férias, segundo o semanário Sol, mas já transmitiram ao ACES que vão deixar o trabalho em Fevereiro. A directora executiva do ACES Lezíria, Luísa Portugal, disse ao mesmo jornal não ter qualquer garantia que os profissionais venham a ser substituídos, reconhecendo que a sua saída “faz toda a diferença no atendimento aos doentes”.

Segundo Paula Matias, dos 7.587 utentes inscritos no centro, apenas 263 estão de momento sem médico de família, uma situação que a própria considera “muito boa, tendo em conta outras realidades aqui bem próximas”. “Se não forem substituídos, mais de metade dos utentes ficará sem médico de família”, alerta a responsável, pois os dois clínicos que permanecem em Alpiarça são claramente insuficientes para as necessidades da população.

Estes dois médicos, Jorge Sobriño e Mercedez Garcia, fazem parte de um grupo de 44 profissionais que em 2009 vieram para suprimir a falta de cuidados de saúde primários nos centros de saúde do Algarve, Alentejo e Ribatejo. A contratação realizou-se ao abrigo de um acordo entre governo cubano e o Ministério da Saúde português, entidades que ainda não chegaram a acordo para a renovação dos contratos de trabalho ou para a eventual substituição dos médicos.

O presidente da Câmara Municipal de Alpiarça diz estar “confiante” no que ficou acordado com o Ministério da Saúde, ou seja, na colocação de outros dois clínicos quando estes deixassem de prestar serviço.

“Todos sabíamos que esta era uma situação transitória e não tenho para já nenhuma indicação de que não serão substituídos”, disse à Rede Regional Mário Pereira, explicando que tem estado em contacto com outros autarcas do Alentejo e do Algarve, e “que têm as mesmas indicações”.

“Acredito que o Ministério honrará o seu compromisso”, acrescentou o autarca, sublinhando que “a população está bastante satisfeita com o trabalho deste casal cubano”.

“A maioria dos utentes mostra ter uma opinião muito positiva acerca deles”, afirma Paula Matias, acrescentando que “têm prestado um excelente serviço tanto no atendimento às pessoas como no encaminhamento para consultas da especialidade”.

Além da substituição destes dois clínicos, a comissão de utentes de saúde de Alpiarça exige também a colocação de mais um enfermeiro, uma vez que o profissional que se reformou há cerca de três anos ainda não foi substituído. No próximo sábado, 21 de Janeiro, realiza-se um plenário na Casa do Povo de Alpiarça, a partir das 15 horas, que servirá, segundo a responsável “para debater estas questões e definir acções concretas sobre medidas a tomar”.

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