PUB

chamusca ilha

PUB

reino natal

A anunciada reestruturação de serviços nas três unidades hospitalares que integram o Centro Hospitalar do Médio Tejo, levou o PCP a solicitar uma reunião aos responsáveis pela gestão dos hospitais de Tomar, Abrantes e Torres Novas.

Os comunistas estão preocupados com eventuais consequências negativas para os utentes, que, no entender do PCP, verão ainda mais dificultado o seu acesso à prestação de cuidados de saúde na região.

“A chamada concentração de serviços vem somar-se às crescentes dificuldades no acesso aos cuidados de saúde primários (Centros e Extensões de Saúde) nos 11 concelhos abrangidos, pondo em causa o Serviço Nacional de Saúde”, refere um comunicado Direcção Regional de Santarém do PCP num comunicado enviado à Rede Regional.

O encontro entre a administração do centro hospitalar e os responsáveis comunistas vai realizar-se a 26 de Janeiro e vai contar com a presença do secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa.

A Câmara Municipal de Abrantes e a Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo (CUSMT) não vão aceitar o encerramento ou a centralização de extensões de saúde “sem que sejam implementadas soluções alternativas que respondam cabalmente às necessidades das populações abrangidas”.

Esta é uma das posições conjuntas que saíram de uma reunião entre a presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque, e representantes deste movimento de cidadãos, realizada no dia 4 de Janeiro. Segundo a CUSMT, ambas as entidades acordaram na necessidade urgente de avançar com a candidatura para comprar oito unidades móveis para os agrupamentos de centros de saúde (ACES) do Zêzere e Serra d’ Aire, “que parece estar parada”.

O encontro serviu para debater algumas questões concretas relacionadas com a prestação de cuidados de saúde no concelho de Abrantes, onde são conhecidas as dificuldades para responder às necessidades das populações idosas que vivem em zonas rurais mais afastadas da cidade. Da troca de ideias, foi “consensual” exigir a implementação da rede de cuidados continuados de Abrantes, assim como o reforço dos recursos humanos e o alargamento dos horários nos centros e extensões de saúde. “Esta situação resolveria a maior parte das urgências hospitalares que todos reconhecem não serem urgências, mas actos médicos, com solução nos cuidados primários, o que reduzia, em muito os custos do Serviço Nacional de Saúde”, salienta a CUSMT.

Cerca de 50 moradores de Vale de Cavalos, concelho da Chamusca, cortaram simbolicamente o trânsito na movimentada Estrada Nacional 118 durante cinco minutos, numa acção que serviu para afixar uma faixa de protesto contra o previsível encerramento da extensão de saúde local.

A freguesia, que tem cerca de 1.300 habitantes, 750 dos quais sem médico de família, prepara-se para ficar novamente sem consultas regulares, uma vez que o médico da Costa Rica que assegurava o serviço rescindiu o contrato de trabalho com o Ministério da Saúde no início de Dezembro.

O clínico, José Guillermo, um dos cinco costa-riquenhos contratados para suprimir a falta de médicos de família no Ribatejo, solicitou a rescisão do contrato no início de Dezembro “invocando razões pessoais e familiares”, segundo explicou à Rede Regional a directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Lezíria II, Luísa Portugal. “Para todos os efeitos, encontra-se de férias na Costa Rica, mas a partir de 5 de Janeiro está oficialmente desvinculado”, acrescentou a mesma responsável.

“É uma pena, porque era um excelente médico e as pessoas gostavam muito dele”, disse à Rede Regional António Cardador, da comissão de utentes de saúde de Vale de Cavalos. O clínico, de 33 anos, trouxe para Portugal a mulher, psicóloga, e o filho menor, mas o facto da esposa não ter conseguido encontrar emprego acabou por determinar a sua decisão em regressar ao seu país de origem. José Guillermo prestava serviço no centro de saúde da Chamusca e nas extensões de Vale de Cavalos e Ulme.

A comissão de utentes local exige a substituição do médico e a manutenção do funcionamento do posto de saúde. “Nós já tivemos consultas todos os dias, mas compreendemos que isso é excessivo. Pedimos um médico dois ou três meios dias por semana e os serviços de enfermagem, que são igualmente muito importantes para uma população idosa que precisa de cuidados de saúde”, referiu António Cardador, sublinhando que mais de 50% dos residentes na freguesia têm mais de 55 anos. “A saúde não pode ser só para os ricos”, disse o mesmo responsável aos populares que se concentraram no Alto da Amendoeira, o local simbólico onde começou o protesto. “Estamos a encetar conversações com os médicos da Unidade de Saúde Familiar da Chamusca para aferir da possibilidade de assegurar a prestação dos cuidados médicos em Vale de Cavalos e Ulme, em regime de trabalho extraordinário. Para já, de imediato, não há outra solução”, explicou Luísa Portugal.

Este protesto em Vale de Cavalos foi uma das três manifestações organizadas por diferentes comissões de utentes de saúde da área da Lezíria do Ribatejo, na quinta-feira, 29 de Dezembro. As outras duas realizaram-se em Alpiarça e Benavente.

Mais artigos...

PUB

Rede Regional

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

politeama rainhadaneve

PUB

Quem está Online?

Temos 629 visitantes e 0 membros em linha