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A colocação de mais dois médicos em Alpiarça para substituir os clínicos cubanos que deixaram de prestar serviço no passado mês de Junho foi a principal reivindicação assinalada pelos cerca de 500 populares que participaram numa vigília de protesto em frente ao centro de saúde local, na terça-feira, 17 de Julho.

A comissão de utentes de saúde do concelho de Alpiarça, que organizou esta iniciativa, colocou uma tribuna pública no local para dar oportunidade aos munícipes de expressarem o seu descontentamento com a prestação de cuidados de saúde no concelho, e relatarem de viva voz os problemas que enfrentam ou as situações de falta de assistência que são obrigados a superar.

Além dos populares, a vigília, realizada entre as 18 e as 20 horas, contou com as intervenções de António Filipe, deputado do PCP eleito pelo círculo de Santarém, Mário Pereira, presidente da Câmara de Alpiarça, Francisco Madeira Lopes, do Partido Ecologista “Os Verdes”, e de Elisabete Relvas, da comissão de saúde local, entre outros responsáveis políticos.

Recorde-se que a cessação de funções dos dois clínicos de Cuba, a quem a Ordem dos Médicos retirou a autorização para exercer medicina após terem chumbado num exame de português, deixou cerca de 4 mil utentes sem médico de família. Estes profissionais vão voltar a realizar o exame no final do mês de Agosto.

O presidente da Câmara de Alpiarça disse ter a garantia da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) de que os médicos serão novamente colocados em Alpiarça assim que tiverem aprovação da Ordem dos Médicos. Com este assunto em cima da mesa, Mário Pereira reuniu com a direcção da ARS-LVT na semana passada.

Além desta questão, os utentes de saúde de Alpiarça bateram-se também pela reabertura das extensões de saúde nas aldeias do Frade de Baixo e Frade de Cima e pelo reforço dos serviços de enfermagem no centro de saúde de Alpiarça, entre outras questões pelas quais a comissão promete lutar em novas acções de protesto.


A comissão de utentes de saúde de Alpiarça vai realizar uma vigília em frente ao centro de saúde da vila na terça-feira, 17 de Julho, entre as 18 e as 20 horas, com o objectivo de exigir a reabertura dos postos médicos nas aldeias do Frade de Baixo e Frade de Cima, bem como a colocação mais dois médicos no centro de saúde.

Esta iniciativa de protesto surgiu na sequência de uma reunião realizada na Casa do Povo de Alpiarça, onde vários membros da comissão e alguns populares se mostraram bastante descontentes com o actual serviço de prestação de cuidados de saúde, sobretudo desde a cessação do contrato de dois médicos que prestavam serviço no centro de saúde, sem que esteja prevista a sua substituição.

Na reunião, foi ainda abordado a situação do encerramento das extensões no Frade de Cima e Frade de Baixo, “dois lugares isolados com falta de redes de transporte, com um nível populacional envelhecido e de poucos recursos económicos”, salienta um comunicado da comissão de utentes.

Segundo o mesmo documento, os organizadores da vigília exigem também “a colocação de um enfermeiro e de um administrativo para completar o lugar em falta de um funcionário que se reformou e agendar a substituição dos que se irão reformar em breve”. As reivindicações são fundamentais “para que este centro de saúde possa funcionar e dar resposta a população com um serviço digno, criando assim o bem-estar da população”, sublinha a comissão de utentes. 


A supressão de consultas no Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de saúde de Benavente e a reduzida duração dos contratos de enfermagem foram os principais motivos que levaram o deputado José Luís Ferreira, do Partido Ecologista “Os Verdes” a exigir esclarecimentos ao Ministério da Saúde acerca da prestação de cuidados de saúde neste concelho.

O deputado quer saber porque é que a renovação dos contratos de enfermagem é feita apenas por três meses, e que razões levaram à diminuição do serviço de enfermagem ao domicílio, questão para a qual não foi dada, até ao momento, qualquer explicação por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT).

Os Verdes recordam que após “após a luta travada pela Comissão de Utentes do Concelho de Benavente e as diligências institucionais exercidas pelos autarcas locais, foram renovados os vários contratos de forma a assegurar os serviços médicos e de enfermagem do SAP de Benavente e na Extensão de Saúde de Porto Alto”, mas apenas por três meses.

Deste facto resulta “uma grande incerteza relativamente à continuidade destes serviços a partir do próximo mês de Setembro, data na qual o problema se colocará novamente”, acrescenta o eleito.

No documento que entregou na Assembleia da República na sexta-feira, 13 de Julho, José Luís Ferreira questiona ainda “quais os motivos para a suspensão da consulta de diabetes no centro de saúde de Benavente” e “para quando a reabertura das restantes unidades de cuidados de saúde personalizados”.

A situação que se vive em Benavente “dificulta o acesso da população do concelho aos cuidados de saúde, tanto mais que o mesmo tem outras extensões de saúde encerradas, como por exemplo Foros de Almada e Barrosa e que a unidade de cuidados de saúde personalizados de Santo Estêvão foi reactivada, mas com o horário de enfermagem reduzido”, salienta ainda o eleito.

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