PUB

chamusca paulo betti

PUB

cms generico


O período de férias de uma médica do Centro de Saúde de Alpiarça está a provocar “um verdadeiro caos” na prestação de cuidados de saúde à população, que tem apresentado nos últimos dias muitas queixas de não conseguir sequer as receitas para comprar medicação para doenças crónicas.

A denúncia vem da Comissão de Utentes de Saúde de Alpiarça (CUSA), que explica que, perante a saída dos dois médicos cubanos que prestavam serviço na vila e com o gozo de férias por parte de uma clínica, o único médico que sobra no centro de saúde gere, neste momento, um ficheiro com mais de 8 mil utentes.

E a situação não deverá melhorar, lamenta a comissão, pois quando a médica regressar ao serviço, será a vez deste clínico gozar o seu período de férias, mantendo-se apenas um profissional no centro de saúde durante todo o mês de Agosto.

“Será logicamente impossível garantir a qualidade e a resposta às necessidades”, adianta a CUSA em comunicado, onde relata que há dezenas de utentes que não conseguem assegurar uma das oito consultas diárias reservadas para o período da prescrição de receitas. “Quem vem depois já não tem vaga”, explica a comissão, acrescentando que estão nesta situação doentes cardíacos, hipertensos e mesmo diabéticos, entre outros.

As consultas de recurso, inicialmente programadas para dois dias por semana (segundo a informação que está afixada à porta do centro de saúde), estão a ser dadas apenas à quinta-feira, denuncia ainda a CUSA, que exige soluções às entidades responsáveis e a reposição dos dois médicos cubanos que terminaram o seu contrato de trabalho a 21 de Junho.


O conselho da comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Zêzere defende que, a avançar-se com a criação do ACES Médio Tejo (resultante da fusão entre este agrupamento e o vizinho Serra D’Aire), a sua sede deverá localizar-se em Constância.

Esta posição foi tomada na última reunião deste organismo, realizada na semana passada, e sustenta-se no facto deste concelho ter uma localização privilegiada em relação à área geográfica que será abrangida pelo futuro ACES Médio Tejo, e pelas acessibilidades rodoviárias de que dispõe, nomeadamente a A23 e a proximidade à A13.

Através de um comunicado, o conselho da comunidade diz ainda ser urgente a criação de uma Unidade de Saúde Local para fazer uma articulação eficaz entre os cuidados de saúde primários e o Centro Hospitalar Médio Tejo.

Esta teria que ser, segundo o mesmo documento, “uma estrutura funcional que permita articular todos os recursos e equipamentos existentes nos diferentes concelhos do Médio Tejo, quer ao nível dos cuidados de saúde primários quer dos cuidados hospitalares”

O conselho exige ainda que “seja dada uma resposta urgente ao projecto apresentado pelos municípios do Médio Tejo para a criação de Unidades Móveis de Saúde”, que já leva mais de um ano de atraso, e sem resposta por parte do governo.

Estas unidades “seriam uma preciosa ferramenta para diminuir os constrangimentos que se sentem” os concelhos desta área, onde a “falta de médicos e de outros profissionais tem determinado o encerramento de centros e extensões de saúde, existindo neste momento um número significativo de utentes com graves dificuldades no acesso aos cuidados primários de saúde”.


A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) vai solicitar uma reunião com carácter de urgência ao Ministro da Saúde para entregar as mais de 25 mil assinaturas que já conseguiu recolher até ao momento, num abaixo-assinado contra a reorganização de serviços no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

Uma das reivindicações populares é a continuidade do serviço de urgências no Hospital de Tomar, que poderá estar em risco, uma vez que um estudo da Comissão para a Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência, divulgado esta semana, aponta para o seu encerramento.

Uma vez que Paulo Macedo garantiu que não vai aplicar as propostas antes de um debate profundo com as populações e os órgãos autárquicos locais, a CUSMT sustenta que as 25 mil assinaturas são uma resposta cabal ao ministro, a quem exigem “respeito pelo povo”.

Além da continuação da urgência no Hospital de Santa Maria, o abaixo-assinado da CUSMT defende também que os serviços de medicina interna, cirurgia em ambulatório e pediatria devem existir em todas das unidades hospitalares do CHMT, Tomar, Torres Novas e Abrantes.

A comissão vai também solicitar reuniões com as direcções executivas dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) “Zêzere” e “Serra D’Aire”, e com o conselho de administração do CHMT, a quem vai pedir explicações sobre “reestruturações que ninguém prevê ou assume, mas que afectam gravemente as populações do Médio Tejo”.

Mais artigos...

PUB

PUB

Rede Regional

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

Quem está Online?

Temos 545 visitantes e 0 membros em linha