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"Pela Nossa Saúde" é o nome do documento que a Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo (CUSMT) distribuiu na sexta-feira, 19 de Outubro, numa acção de contacto com a população que decorreu no mercado semanal de Tomar.

Os contactos estabelecidos entre os membros da comissão e os populares permitiram aferir "as crescentes incertezas sobre a prestação de cuidados de saúde e sobre o futuro das diversas unidades hospitalares do Centro Hospitalar Médio Tejo, com especial referência à de Tomar", explica um comunicado da CUSMT, que salienta a boa recepção a esta iniciativa.

A comissão, que se diz disposta a continuar o diálogo, salienta que a população está num "estado de ansiedade" sobre a reorganização do centro hospitalar, cujo novo modelo de funcionamento tem sido alvo de muitas críticas, sobretudo por parte dos utentes que viram as valências divididas por três hospitais: Abrantes, Tomar e Torres Novas.

"Somos contra o encerramento de serviços hospitalares, de extensões de saúde e de farmácias nas zonas rurais. Reclamamos que os serviços de urgência, medicina interna, pediatria e cirurgia em ambulatório devem existir nas três unidades do CHMT", lê-se no documento distribuído pela CUSMT.

O secretário de Estado de Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, comprometeu-se esta terça-feira, 16 de Outubro, a tomar uma decisão sobre o Serviço de Urgência Básico de Coruche até final de Novembro deste ano.

O governante deixou esta garantia numa reunião que manteve com o presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes, que há cerca de seis meses tinha solicitado esta reunião para falar sobre o funcionamento do Serviço de Urgência Básico, cuja entrada em funcionamento é considerada essencial no relatório da Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência.

Pronto e equipado para entrar em funcionamento desde Julho 2010, o equipamento ainda não está em actividade devido à falta de pessoal médico, situação para a qual, até à data, a Administração Central ainda não conseguiu dar resposta.

Dionísio Simão quis também saber junto do ministério que soluções existem para colmatar a ausência de médicos de família, que em alguns locais chega a afetar cerca de 60 por cento da população, que não tem acesso a este tipo de apoio médico.

O Secretário de Estado da Saúde considerou que as perspectivas continuam a não ser muito animadores dado que são abertos concursos públicos cujas vagas não são preenchidas. No entanto, a solução passa pelo recente acordo entre o governo e o sindicato dos médicos onde ficaram estipuladas duas condições fundamentais: o aumento do número de utentes por clínico, passando dos actuais 1550 para 1900, e a marcação de 60 km como distância de mobilidade para os médicos, o que pode colmatar a escassez destes profissionais em alguns agrupamentos.

Quanto à Unidade Móvel de Saúde, a funcionar no concelho de Coruche, a autarquia continua a afirmar que é premente a contratação de, pelo menos, um enfermeiro a tempo inteiro para acompanhar esta unidade, visto que ela se encontra neste momento sub-aproveitada.

Esta unidade móvel foi pensada para prestar cuidados de saúde às freguesias mais afastadas da sede do concelho mas neste momento, apesar de se deslocar junto dessas populações mais carenciadas, não consegue prestar o apoio devido, dada a ausência de recursos humanos que garantam o bom atendimento dos utentes.

Em resposta a mais esta questão, o secretário de Estado afirmou que vai tomar o assunto como prioritário, o que leva Dionísio Mendes a mostrar-se “optimista” em relação ao futuro.

“Acredito na vontade deste Secretário de Estado em resolver os problemas que aqui lhe trouxemos. Vamos aguardar com expectativa”, disse Dionísio Mendes no final da reunião.

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Os dois novos médicos de família de nacionalidade cubana que vão prestar serviço no Centro de Saúde de Alpiarça realizaram a sua primeira visita ao local de trabalho na manhã de terça-feira, 25 de Setembro.

À sua espera tinham a directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Lezíria II, Luísa Portugal, vários representantes da comissão de utentes de saúde e parte do pessoal afecto ao centro de saúde.

Pela parte da Câmara de Alpiarça, marcaram presença o presidente, Mário Pereira, e o vereador João Arraiolos, que tem o pelouro da acção social.

Este primeiro momento de integração decorreu de forma cordial e descontraída, servindo sobretudo para conhecer os cantos à casa e tomar um primeiro contacto com a realidade da prestação de cuidados de saúde no concelho.

A chegada destes dois profissionais permite colmatar a saída do casal de clínicos cubanos que saíram no final de Junho, situação que deixou cerca de 4 mil utentes sem médico de família.

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