PUB

chamusca ilha

PUB

reino natal

 

O centro de saúde de Santarém deixou as instalações no antigo Hospital de Jesus Cristo, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, e passa a funcionar a partir de 3ª feira, 13 de Março, no bairro de São Bento, na vivenda que durante largos anos acolheu o Centro de Área Educativa (CAE) do Ministério da Educação.

É na rua António Bastos, nº 2, que passam agora a estar concentrados o serviço de saúde pública, o serviço de cardiopneumologia, e duas das quatro unidades de saúde familiares (USF) que existem no concelho de Santarém: a USF Planalto (que funcionava nas antigas instalações da Misericórdia), e a USF Almeida Garret (que tem funcionado na extensão de S. Nicolau).

“Ficam claramente resolvidas as necessidades do concelho em termos de saúde familiar”, referiu à Rede Regional Carlos Ferreira, director do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Ribatejo, no final de uma visita guiada às novas instalações, remodeladas com um investimento que rondou os 1,1 milhões de euros, com financiamentos comunitários.

Segundo Carlos Ferreira, as duas USF estão aptas a servir uma população de 27.500 pacientes, ao passo que o serviço de saúde pública e a cardiopneumologia “destinam-se a todos os utentes do concelho”.

Depois das obras de adaptação e remodelação, o centro de saúde de Santarém passa a dispor de 38 gabinetes para consultas médicas, além de novas salas de enfermagem, espaços administrativos e escritórios para reuniões, entre outras funcionalidades.

Divididas por cores e sinaléticas diferentes, cada uma das USF funciona isoladamente, dispondo de gabinetes médicos, salas de espera, serviços administrativos e instalações de apoio próprias.

A cardiopneumologia foi instalada no piso inferior da vivenda, um dos espaços interiores que sofreu maiores obras de adaptação, e dispõe também de uma entrada autónoma. À entrada do edifício, foi construída uma nova rampa para permitir o acesso a deficientes e pessoas de mobilidade reduzida, tal como foi colocado um elevador no interior.

Além do espaço oferecer outras condições de trabalho e conforto aos profissionais de saúde e aos utentes, a saída das antigas instalações permite uma poupança directa de 70 mil euros por ano, só nas rendas que eram pagas à Santa Casa da Misericórdia, salientou ainda Carlos Ferreira.

O processo de reestruturação do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) pode resultar no despedimento de pessoal e no corte a nível de recursos humanos nos hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes, se as dificuldades financeiras se prolongarem.

Quem o admitiu foi o próprio presidente do concelho de administração, Joaquim Esperancinha, na quarta-feira, 7 de Março, na Assembleia da República, durante uma audiência na comissão parlamentar de saúde, realizada a pedido do Bloco de Esquerda.

O CHMT tem actualmente um défice acumulado de 160 milhões de euros, dos quais 60 milhões correspondem a dívidas a fornecedores, salientou o responsável aos deputados.

“Se o conselho de administração tiver capacidade para inverter a tendência de resultados, seguramente não haverá despedimentos”, disse Joaquim Esperancinha, citado pela Lusa, frisando que “se esta situação se mantiver, nenhuma instituição pode continuar com esta trajectória de resultados”.

O responsável, segundo a Lusa, acrescentou ainda que, em 2011, o CHMT teve custos na ordem dos 103 milhões de euros e anunciou que, em 2013, pretende diminuir esse valor em 17 milhões de euros. Para tentar controlar o défice em valores entre os três e os cinco milhões de euros, Esperancinha diz serem necessários três anos para trabalhar.

Sobre a anterior gestão do centro hospitalar, o actual presidente do CA voltou a frisar ter detectado situações que lhe pareceram menos claras, e que levaram a que pedisse uma auditoria externa à actuação dos anteriores responsáveis, que ainda está a decorrer.

Consciente de que a distribuição do centro hospitalar por três unidades de saúde que distam de 30 quilómetros entre si pode ser um entrave para alguns utentes, Joaquim Esperancinha explicou, segundo a Lusa, que o CHMT fez um protocolo com uma transportadora local. “O serviço começou na segunda-feira. Os autocarros vão percorrer os três hospitais três vezes por dia em cada sentido”, disse.

Segundo o mesmo, há 20 lugares gratuitos para os utentes e para os restantes está a ser negociado um valor simbólico.

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar vai depositar uma coroa de flores junto à placa do Hospital Distrital de Tomar, em sinal de luto pelo estado a que chegou a saúde no Médio Tejo, na quinta-feira, 1 de Março, precisamente na data em que várias cerimónias promovidas pela Câmara assinalam o dia da cidade.

Esta iniciativa “pretende ser um sinal veemente de protesto contra o plano de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo, e pelo anunciado encerramento da urgência médico cirúrgica neste dia”, explicam os promotores da manifestação, que convidaram todos os trabalhadores do hospital de Tomar e a população a participar numa marcha de pesar entre a Praceta Mário Nunes e a unidade hospitalar, a partir das 12h15.

De acordo com o programa oficial das comemorações do dia de Tomar, está prevista para as 12 horas a cerimónia oficial de homenagem ao ex-comandante da corporação de bombeiros local, Mário Nunes, que vai passar a dar o seu nome àquela artéria da cidade.

A comissão de saúde pediu também aos populares que se queiram associar à manifestação para trazer uma flor ou uma vela.

A partir de quinta-feira, a unidade de Abrantes do CHMT vai passar a concentrar a urgência médico-cirúrgica, passando os hospitais de Tomar e Torres Novas a funcionar apenas com um serviço de urgência de nível básico, apta para atender os casos menos graves e não urgentes.

Pelo encerramento, estas duas unidades receberam na terça-feira, 28 de Fevereiro, duas novas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), para socorrer os casos mais urgentes e fazê-los chegar a Abrantes.

A aplicação do plano de reestruturação do CHMT obriga também a mudanças a nível dos recursos humanos, o que está a provocar algum descontentamento entre os profissionais (médicos, pessoal de enfermagem e dos serviços administrativos) de Tomar e Torres Novas que vão ter que passar a trabalhar em Abrantes.

Mais artigos...

PUB

Rede Regional

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

politeama rainhadaneve

PUB

Quem está Online?

Temos 613 visitantes e 0 membros em linha