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Cerca de 40% da população do concelho de Abrantes não tem médico de família e os profissionais que existem são em número insuficiente para assegurar cuidados primários de saúde aos utentes.

A informação foi dada durante a última reunião pública do executivo pela própria presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, que lamentou ainda a falta de resposta à proposta da autarquia em atribuir incentivos financeiros aos médicos que vierem a integrar a futura Unidade de Saúde Familiar de Abrantes.

A autarca esteve, na semana passada, numa reunião onde o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo assumiu a dificuldade em atrair médicos para a região.

Mas o certo é que, quer o ACES Médio Tejo quer a própria Administração Regional de Saúde, ainda não deram qualquer resposta à proposta de celebração de um protocolo para que a Câmara possa oficializar a atribuição dos incentivos financeiros aos médicos, feita em Abril de 2013.

Sem o referido protocolo, segundo Maria do Céu Albuquerque, a autarquia nada pode fazer, uma vez que são as estruturas do Ministério da Saúde as únicas habilitadas para avaliar e validar as candidaturas dos profissionais de saúde.

A autarca garantiu ainda que vai manifestar junto do Ministério da Saúde o seu desagrado pela situação, pois "a Câmara estranha que, estando há largos meses a disponibilizar-se para fazer parte da solução de um problema grave de qualidade de vida para as populações, prejudicando em particular os cidadãos socialmente mais vulneráveis, não obtenha resposta por parte dos serviços descentralizados do Estado".

Na referida reunião, Maria do Céu Albuquerque voltou a insistir na importância de se criar uma carta de saúde para todo o Médio Tejo, "por forma a colmatar a falta de planificação na distribuição dos equipamentos de saúde na região".

O Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria emitiu esta quarta-feira, 29 de janeiro, um comunicado onde dá conta da previsão de um pico de gripe, que se deverá começara a fazer sentir nos próximos dias, e em que recomenda que os utentes procurem, em primeiro lugar, apoio através da Linha Saúde 24 (808 24 24 24).

O comunicado recorda que a linha está disponível 24 horas por dia "em qualquer dia da semana" e disponibiliza aos cidadãos "aconselhamento terapêutico para esclarecimento de questões e apoio em matérias relacionadas com medicação e assistência em Saúde Pública".

"Profissionais de Saúde, especialmente formados e qualificados, dão os melhores conselhos, sobre a forma de lidar com a sua situação de saúde em particular, ajudando-o a resolver o problema de saúde você mesmo ou encaminhando-o para o serviço de saúde mais adequado", refere ainda o comunicado.

O concelho de Salvaterra de Magos poderá ficar com apenas três médicos de família para os mais de 21 mil utentes do concelho. A possibilidade está identificada na resposta do Ministério da Saúde a um requerimento dos deputados socialistas eleitos pelo círculo eleitoral de Santarém.

O documento refere claramente que “a curto prazo prevê-se que ao Centro de Saúde de Salvaterra de Magos fiquem afetos apenas três médicos, sendo que dois deles têm problemas de saúde, o que os tem mantido afastados do serviço por longos períodos de tempo".

Esta afirmação levou os deputados Idália Serrão, António Gameiro e João Galamba a questionarem o ministério como planeia dar resposta à prestação de cuidados primários de saúde no Concelho de Salvaterra de Magos, que critérios subjazem a esse planeamento, que contactos e que entendimento já efetuou, ou pretende o Ministério da Saúde efetuar, com os autarcas do concelho, e que função pretende dar o Ministério à infraestrutura que está a construir em Foros de Salvaterra?

A resposta do Ministério recorda ainda que das cinco vagas que foram atribuídas ao Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria (ACES) da Lezíria no último concurso para contratação de médicos, apenas uma delas foi ocupada, tal como no concurso anterior, por inexistência de candidatos. No entanto garantem que "apesar da falta de médicos", os responsáveis da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, em conjunto com a direção do ACES, "está a trabalhar no sentido de encontrar soluções céleres" que ajudem a ultrapassar o problema.

Mas a promessa não descança a concelhia do PS nem os deputados do partido eleitos pelo círculo de Santarém, que afirmam que se as preocupações das populações já eram muitas, nomeadamente com a falta de recursos humanos, com estas respostas ainda ficam mais agravadas.

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