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A falta de profissionais de saúde no concelho de Rio Maior foi o motivo que levou o Movimento Projeto de Cidadania a entregar uma petição na Assembleia da República e o deputado do PCP António Filipe a fazer uma pergunta ao governo, ao passo que o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém está a promover um abaixo assinado que já chegou às 2 mil assinaturas.

Segundo os responsáveis por estas iniciativas, que reclamam maior qualidade na prestação de cuidados e na assistência à população, o cenário é grave e bastante preocupante.

Na Unidade de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) de Rio Maior, por exemplo, existem apenas três médicos, cinco enfermeiros e dois funcionários administrativos para um universo de cerca de 12.500 utentes.

Há cerca de 8 mil utentes sem médico de família e "nem a tentativa de recorrer a empresas privadas tem conseguido minorar o problema", assinala António Filipa na pergunta que deixou ao Ministério da Saúde, onde pergunta "que medidas estão a ser equacionadas" para resolver este "grave problema".

O deputado do PCP eleito pelo círculo de Santarém assinala ainda que "desde há cinco anos que foi aceite a candidatura para a criação de uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF Moinhos), o que não tem sido viabilizado devido à falta de profissionais para esse efeito".

A petição do Movimento Projeto de Cidadania, que foi entregue na segunda-feira, 17 de junho, aponta ainda para uma outra questão, uma vez que a organização dos cuidados de saúde está dividido em duas estruturas diferentes ao nível das consultas não urgentes.

Além da UCSP de Rio Maior, existe a Unidade de Saúde Familiar (USF) Salinas, que serve cerca de 10.400 utentes no Centro de Saúde de Rio Maior e nas extensões de Fráguas, Outeiro da Cortiçada e São João da Ribeira, sendo composta por seis médicos do quadro, que asseguraram a substituição dos colegas quando estes faltam.

Segundo a petição, "esta orgânica tem provocado situações disfuncionais como haver, simultaneamente, médicos disponíveis na USF Salinas, e, na porta ao lado, haver utentes necessitados e privados de uma consulta médica na UCSP".

No documento, o movimento considera que os desígnios constitucionais do direito à proteção na saúde e da obrigação que o Estado tem em garantir o acesso aos cuidados "não estão a ser cumpridos no concelho de Rio Maior", e solicita que a Comissão de Saúde da Assembleia da República "discuta urgentemente a situação exposta, as suas causas e possíveis soluções".

O abaixo assinado que o MUSP Santarém está a promover, e que já chegou às 2 mil assinaturas, serve para denunciar a falta de médico e outros profissionais nas unidades de saúde e manifestar a oposição dos utentes ao encerramento de extensões de saúde nos meios rurais.

Várias dezenas de crianças participaram nas iniciativas promovidas pela Câmara Municipal da Chamusca em parceria com a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo durante a Semana do Ambiente, que este ano se realizou de 4 a 7 de Junho e coincidiu com a iniciativa Escolas +.

O Mercado Municipal da Chamusca acolheu exposições de trabalhos alusivos à água e ao meio ambiente produzidos por alunos das várias escolas. Um dos pontos altos da semana foi a entrega dos Prémios Escolas Amigas da Água, iniciativa da Quercus e da Águas do Ribatejo que envolveu mais de 1080 alunos de seis escolas da região.

A Águas do Ribatejo patrocinou a estação da água, local onde as crianças saboreavam a água da rede pública e aprendiam as vantagens do seu consumo para a saúde, para o ambiente e para a economia familiar. Depois podiam desfrutar de dois insufláveis onde davam largas à sua energia, antes de beberem mais um copo de água para hidratar o organismo.


A deputada Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, vai questionar o Ministério da Saúde sobre uma possível transferência da maternidade do Hospital de Santarém para Vila Franca de Xira, uma hipótese que o Conselho de Administração da unidade hospitalar scalabitana diz não ter conhecimento e desmente categoricamente.

A questão surgiu esta terça-feira, 21 de maio, num comunicado de imprensa da Comissão Concelhia de Santarém, onde o BE denuncia a possibilidade dos serviços de saúde associados à maternidade serem transferidos no âmbito de uma "parceria público-privada com a José de Mello Saúde no Hospital de Vila Franca de Xira, com quem foram contratualizados mas não cumpridos 2.000 partos /ano".

O Hospital de Santarém "não tem qualquer conhecimento das intenções e dos pressupostos de encerramento, transferência ou mobilidade de serviços e de profissionais", esclareceu à Rede Regional José Josué, o presidente do Conselho de Administração (CA).

No caso concreto do serviço de ginecologia / obstetrícia e maternidade, continua José Josué, "trata-se de uma unidade muito diferenciada, com grande atividade e com corpo clínico, médico e de enfermagem de grande qualidade e suficiente para assegurar as suas competências e responsabilidades, algumas das quais de âmbito distrital".

Neste serviço em concreto, que "é muito mais do que uma maternidade / bloco de partos", o Hospital de Santarém "tem uma procura bastante elevada e uma capacidade de resposta muito bem dimensionada para responder a essa procura", garante o responsável, que não vê razões para se falar do seu encerramento.

"O Bloco de Esquerda obteve esta informação e vai desde já levantar esta questão na Assembleia da República, porque tem que haver uma postura clara e frontal sobre estas matérias", explicou à Rede Regional Helena Pinto.

"Vamos questionar o ministro da Saúde sobre se há ou não conversações nesse sentido, se esta hipótese está a ser equacionada e qual é a sua posição sobre este assunto, para ficar desde já tudo esclarecido", acrescentou a deputada.

"Tratando-se de uma excelente maternidade, com excelentes equipas e com boa posição geográfica, na capital de distrito, não há razões para o seu eventual encerramento", consideram os bloquistas.

Enfermeiros denunciam problemas graves

Além da questão da maternidade, o BE, no comunicado, mostra-se ainda preocupado com a perda de especialidades, a falta de enfermeiros e a rotura de stocks de medicamentos, que "estão sempre no limite mínimo".

Numa reunião com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), o partido foi informado que o Hospital de Santarém "precisa de contratar 25 enfermeiros", mas a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo "não dá seguimento ao processo".

"Nas condições atuais, há cuidados que ficam por prestar e rácios de profissionais de saúde / utente que não cumprem as regras de segurança", afirma o Bloco, acrescentando que "a contratação de médicos à hora e de enfermeiros a recibo verde causa problemas de instabilidade e insegurança nos serviços, problemas financeiros e desigualdade entre profissionais".

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