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A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) criticou esta terça-feira, 1 de outubro, o atraso no arranque das obras no serviço de urgência do Hospital de Abrantes. Apesar da necessidade ser reconhecida por utentes, profissionais, autarcas e todas as entidades que têm responsabilidades na prestação de cuidados hospitalares na região, as obras teimam em não avançar.

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"Nos últimos quatro anos avançou-se no acesso e prestação de cuidados de saúde de proximidade, mas os Ministérios da Saúde e das Finanças não desbloquearam o processo das obras na urgência do Hospital de Abrantes e estas, a terminar mais uma legislatura, não começaram, prejudicando populações e profissionais, e colocando mesmo em causa a saúde pública", disse à agência Lusa o porta-voz da CUSMT.

Segundo o mesmo responsável, estão em causa não só as condições da prestação de serviço para utentes e profissionais, como também questões de segurança, em termos de saúde.


A CUSMT que vai promover mais um abaixo-assinado e outras iniciativas públicas para exigir as obras e reclamou que as candidaturas distritais às legislativas de 6 de outubro expressem publicamente o compromisso de inscrever a verba para as obras na urgência de Abrantes.
As obras de requalificação, modernização e expansão das Urgências Médico-Cirúrgicas no Hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), vão custar 2,1 milhões de euros e deveriam ter começado na primavera deste ano 2019.

Em resposta à Lusa, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar disse que as obras são tecnicamente complexas, com diversas fases e projetos de especialidade, garantindo que estão em fase final de tramitação nos serviços do Ministério da Saúde.



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