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Mais de metade dos utentes (55,36%) do distrito de Santarém enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos no último ano e, destes, 21,61% recorreram a uma nova consulta para obter o medicamento disponível e 6,55% tiveram mesmo de parar o tratamento.

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Os dados, que fazem parte de uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR) e foram revelados pela Associação Nacional de Farmácias, indicam que o distrito de Santarém está acima da média nacional, em que 52,20% dos utentes declararam dificuldades no acesso à medicação prescrita).

O mesmo estudo conclui que a falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses: 3,4 milhões depararam-se com este problema e 371 milhões (5,70%) foram forçados a interromper a terapêutica.

A indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição. O recurso a estas consultas causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3M€ a 43,8M€), quer para o utente (2,1M€ a 4,4M€).

Os inquéritos foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação dos utentes de 2.097 farmácias em Portugal.



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