A urgência médico-cirúrgica do Centro Hospitalar Medio Tejo (CHMT), que está instalada em Abrantes, tem funcionado nos últimos dias com "dificuldades e problemas", segundo uma denuncia da Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo (CUSMT), divulgada após várias queixas de utentes, familiares e profissionais de vários serviços do hospital.

"Alguns utentes, devido à escassez de meios, não têm sido tratados com dignidade e qualidade", salienta a CUSMT em comunicado, onde se passam "situações que preocupam os profissionais e aumentam o sofrimento dos utentes e familiares".

A comissão atribui responsabilidades à reorganização em curso no CHMT, " de que tem resultado a prestação de menos cuidados de saúde, que estão mais caros, mais longe e, em alguns casos, de pior qualidade".

Um dos exemplos negativos foi a decisão de concentrar as urgências, uma vez que os factos "provam que as populações das zonas de Tomar e Torres Novas ficaram com um serviço de urgência mutilado, enquanto que Abrantes (ou qualquer das unidades) não tem condições para abarcar todas as necessidades de cuidados de saúde urgentes", salienta a mesma nota.

"No CHMT, atendendo a que não é conhecido o Plano de Atividade e Orçamento para 2013, volta-se a temer que seja apresentada mais uma fase da «reorganização», de que resulte a concentração de mais serviços, com claros prejuízos para os utentes e trabalhadores como tem sucedido até agora", sublinha ainda o comunicado da CUSMT.

Os representantes dos utentes continuam a reclamar que os serviços de urgência, medicina interna, pediatria e cirurgia do ambulatório devem existir nas três unidades do centro hospitalar, propostas estas propostas que já foram subscritas por 26 mil utentes, em abaixo-assinado enviado ao Ministério da Saúde.