Com o objectivo de devolver a alegria, o bem-estar e a confiança a crianças hospitalizadas, a companhia de teatro Poucaterra, do Entroncamento, está a desenvolver o projecto “Dr. Palhaço” no Centro Hospitalar Médio Tejo.

As primeiras visitas decorreram no Hospital Rainha Santa Isabel, em Torres Novas, onde o sucesso desta iniciativa, que estava apenas prevista para o serviço de pediatria, depressa se espalhou por toda a unidade hospitalar e os doutores acabaram por dar “consultas” noutras alas.

As visitas vão ocorrer semanalmente, às quintas-feiras, e visam “aliviar a tensão gerada pelo ambiente hospitalar, colaborando na recuperação das crianças e despertando nelas uma postura mais positiva em relação à enfermidade e ao tratamento”, explica Vítor Alves, da CTP.

“Na prática, os actores, devidamente caracterizados e transformados em profissionais de palhaçologia, e tendo o conhecimento prévio sobre o estado de saúde das crianças internadas, desenvolvem a sua actividade através da visita aos quartos, no contacto directo com os pacientes, fazendo uso de acessórios circenses e de números artísticos clown explorados de forma lúdica, mas bastante pedagógica”, adiantou o mesmo responsável.

Ao longo dos tempos, o trabalho artístico profissional no ambiente hospitalar já mostrou provas de contribuir para uma parceria de sucesso entre artistas e profissionais de saúde. “Estes efeitos têm vindo a ser relatados por crianças, familiares e profissionais de saúde desde 1986, quando o ator Michael Chrestensen, da Big Aplle Circus, de Nova Iorque, se apresentou no Hospital Columbia Presbyterian Babies realizando diversas paródias às rotinas médicas e hospitalares por meio de técnicas circenses e teatrais”, afirma Vítor Alves.

Este projecto conta com o apoio da PEGOP e com o alto patrocínio da Missão Sorriso, da Sonae, à qual o grupo teatral do Entroncamento concorreu, tendo sido um dos 22 vencedores entre 123 concorrentes.