A Câmara Municipal de Abrantes e a Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo (CUSMT) não vão aceitar o encerramento ou a centralização de extensões de saúde “sem que sejam implementadas soluções alternativas que respondam cabalmente às necessidades das populações abrangidas”.

Esta é uma das posições conjuntas que saíram de uma reunião entre a presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque, e representantes deste movimento de cidadãos, realizada no dia 4 de Janeiro. Segundo a CUSMT, ambas as entidades acordaram na necessidade urgente de avançar com a candidatura para comprar oito unidades móveis para os agrupamentos de centros de saúde (ACES) do Zêzere e Serra d’ Aire, “que parece estar parada”.

O encontro serviu para debater algumas questões concretas relacionadas com a prestação de cuidados de saúde no concelho de Abrantes, onde são conhecidas as dificuldades para responder às necessidades das populações idosas que vivem em zonas rurais mais afastadas da cidade. Da troca de ideias, foi “consensual” exigir a implementação da rede de cuidados continuados de Abrantes, assim como o reforço dos recursos humanos e o alargamento dos horários nos centros e extensões de saúde. “Esta situação resolveria a maior parte das urgências hospitalares que todos reconhecem não serem urgências, mas actos médicos, com solução nos cuidados primários, o que reduzia, em muito os custos do Serviço Nacional de Saúde”, salienta a CUSMT.