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A Câmara do Cartaxo foi condenada pelo Tribunal da Relação de Évora a pagar 60 mil euros por falta de zelo nas fossas sépticas que acolhem os esgotos domésticos da população do Reguengo, na freguesia de Valada.

A Relação confirma assim a decisão anterior do Tribunal do Cartaxo, que já havia condenado a autarquia ao pagamento desta verba, na sequência de uma multa aplicada pela Inspecção Geral do Ambiente e Ordenamento do Território.

Após inspecção na sequência da denúncia de um munícipe, este organismo público concluiu que as fossas não eram alvo de manutenção regular e que o cheiro a esgoto era insuportável e traduzia-se num perigo para a saúde pública sobretudo nos dias de calor em que os insectos ocupavam o local.

Na altura, em Fevereiro de 2008, o Serviço Especial de Protecção da Natureza da GNR encontrou os cinco tanques completamente cheios, com os efluentes domésticos a correrem para a via pública.

A autarquia ainda atribuiu a responsabilidade a uma empresa agrícola que labora junto ao local e que, alegadamente, enviava a água das lavagens dos produtos hortícolas que comercializa para a rede pública de esgotos, justificação que não convenceu nenhum dos tribunais (Cartaxo e Relação), que confirmam a multa de 60mil euros.

A GNR foi obrigada a intervir esta manhã, em Lamarosa, na região de Torres Novas, quando um grupo de pessoas cortou a circulação dos comboios na Linha do Norte, em protesto pelo facto de circularem composições em dia de greve geral.

Noutro sectr, a fábrica da Mitsubishi, no Tramagal, a fábrica de serralharia Olimar e de metalurgia A. Domingos, em Alcanena e Atalaia, respetivamente, são três dos exemplos de empresas com produção parada no distrito de Santarém, além de hospitais, tribunais e escolas devido à greve geral.

Em declarações à Agência Lusa, citadas por vários jornais, o coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Santarém, afeto à CGTP, afirmou que, de forma geral, está a ser uma grande greve, tendo referido verificarem-se paralisações quase totais em algumas fábricas no setor privado e adesão muito significativa em hospitais, escolas, tribunais e instituições particulares de solidariedade social.

A adesão à greve está a correr de forma muito forte nas empresas Postejo e Ribatejana, ambas em Benavente, com a adesão a atingir os 80 por cento, ilustrou Rui Aldeano, localidade onde afirmou ter existido pela manhã tentativas de intimidação por parte da GNR. Segundo o dirigente sindical, concentrou-se um número injustificado de militares daquela força junto aos piquetes de greve em Glória do Ribatejo, Coruche e Benavente numa clara tentativa de intimidação.

Rui Aldeano disse ainda que a empresa Águas do Ribatejo, em Benavente, foi encerrada a cadeado tendo sido a GNR a abrir as instalações.

Fontes policiais, igualmente contactadas pela Lusa afirmaram que o dia está a decorrer "com normalidade e sem incidentes dignos de registo".

2012 será um ano crítico em matéria de saneamento e abastecimento de água, área em que o país passará por alterações profundas nos próximos tempos. A garantia é da ministra do Ambiente, que esteve esta quarta-feira, 22 de novembro, em Santarém, onde se está a realizar o Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento

Assunção Cristas afirma que a necessidade de um abastecimento mais eficiente e mais equitativo e financeiramente mais sustentável está no centro das preocupações do Governo, até porque, contrariamente ao que alguns pensam, a água e um bem escasso e de Portugal é cada vez mis um país vulnerável às alterações climáticas.

Para a ministra, as infraestruturas têm que ser reformuladas de forma a que Portugal não continue a ter perdas muito para além dos países desenvolvidos. Caso pardigmático é o de Lisboa que, comparada com cidades como Londres ou Barcelona, tem um consumo de água per capita superior (mais do dobro).

O facto do custo da água ser, em média, um quarto do que é gasto em energia e um terço do despendido em telecomunicações, ajuda ao desperdício, o que pode ser visto como uma chamada de atenção para subidas progressivas do preço, sobretudo porque a participação de privados na gestão da água é cada vez mais comum.

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