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O vereador Francisco Maurício, eleito pelo Movimento Independente do Concelho de Almeirim (MICA), pediu esta segunda-feira, 4 de junho, suspensão do mandato que exercia desde 2009 na Câmara Municipal de Almeirim.

Numa declaração feita na reunião do executivo camarário, Francisco Maurício justificou a decisão por motivos de saúde. “Hoje, exclusivamente por motivos que se prendem com a minha saúde que motivam a necessidade de mais descanso, venho comunicar que esta será a última reunião do Executivo onde estarei presente, dado que vou apresentar o pedido de suspensão do mandato, «sine-die»”, anunciou o agora ex-vereador aos restantes elementos do executivo municipal.

“Que me perdoem os partidos, mas suponho que um movimento de independentes será a única hipótese de desalojar do município as pessoas responsáveis por esta situação, completamente inexplicável para qualquer almeirinense decente”, referiu ainda Francisco Maurício, que, desde o início, não escondeu o seu desagrado como a maioria socialista tem gerido o concelho.

Nuno Fazenda, número dois da lista do MICA, será o substituto de Francisco Maurício que, no comunicado onde anuncia a suspensão do mandato, diz que desde que se decidiu candidatar pelo MICA "a azáfama foi constante, pois liderar a partir do zero um Grupo de Cidadãos Eleitores, candidato a todos os Órgãos Autárquicos do Concelho foi uma tarefa histórica e gigantesca, mas também altamente gratificante e enriquecedora".

 

Colocou um pacemaker em Fevereiro

Apesar de não especificar as questões de saúde que o levaram a deixar o executivo municipal, Francisco Maurício sofre há algum tempo de problemas cardíacos. Em Janeiro, o vereador, que é professor de profissão, foi internado devido a uma taquicardia, tendo sido submetido a uma intervenção cirúrgica no dia 1 de fevereiro para colocar um pacemaker, um pequeno aparelho que ajuda a regular o ritmo cardíaco.


Aníbal Cavaco Silva recusou-se a receber em mãos uma moção que o movimento cívico “No Ribatejo, Freguesias Sim” lhe quis entregar antes da inauguração oficial da 49ª Feira Nacional da Agricultura, no sábado 2 de Junho, aproveitando a presença do chefe de Estado em Santarém.

O presidente da República evitou mesmo os mais de 100 manifestantes que o aguardavam de t-shirt preta na rotunda à entrada do Cnema, tendo optado por entrar no recinto por uma entrada secundária mais a sul, aberta apenas para a circulação de autocarros e táxis.

Os representantes do movimento, que sublinharam o seu desagrado perante a atitude de Cavaco Silva, acabaram por entregar o documento a um representante da Casa Civil da Presidência da República, e longe dos olhares da comitiva que seguia o presidente no seu périplo pelo recinto da feira.

O movimento começou por realizar uma tribuna pública no Jardim da Liberdade, em Santarém, local onde se concentraram os participantes nesta acção de protesto contra a implementação da reforma administrativa – a lei 22/2012 – que prevê a extinção e a agregação de centenas de freguesias por todo o país.

Os responsáveis acusam Cavaco Silva de ser co-responsável por esta situação, ao promulgar uma lei sem antes ter recebido a Associação Nacional de Freguesias e a Plataforma Nacional Contra a Extinção de Freguesias, conforme se pode ler no texto do documento.

A petição que o movimento está a dinamizar conta já com mais de 4 mil assinaturas e pretende transformar-se “numa grande demonstração de descontentamento e rejeição desta lei de liquidação de freguesias”.

Augusto Figueiredo, presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, Rio Maior, e um dos dinamizadores deste movimento, salientou ainda que “a troika não exige a extinção de freguesias”, o que “torna esta reforma numa imposição do governo”. Segundo o mesmo, a lei visa apenas “tirar voz às populações”, que “foram traídas pelos seus mais altos representantes".

“Ainda estamos a tempo de evitar que a coesão nacional se esboroe e que esta lei cega e injusta possa ser revogada”, sustentam os promotores do movimento no documento que não conseguiram entregar a Cavaco Silva.

Com um total de 201 votos, a lista liderada por Pedro Magalhães Ribeiro venceu as eleições para a comissão política concelhia do PS Cartaxo, derrotando a lista de Fernando Ramos, presidente da Junta de Freguesia de Vale da Pinta, que somou 159 votos.

No rescaldo, Pedro Magalhães Ribeiro dedicou a vitória ao mandatário da sua campanha, Renato Campos (que foi presidente da Câmara do Cartaxo entre 1976 e 1993), segundo o jornal “O Povo do Cartaxo”.

O presidente reeleito disse ainda que o actual presidente da autarquia, Paulo Varanda, foi um dos derrotados da noite, por ter aparecido associado à candidatura que perdeu as eleições.

A concelhia do Cartaxo foi a única do distrito disputada por mais que uma lista na sexta-feira, 1 de Junho, dia em que se realizaram eleições internas no PS por todo o Ribatejo.

Todos os restantes novos responsáveis concelhios foram eleitos em listas únicas: Bruno Tomás (em Abrantes), Hugo Santarém (Alcanena), José Francisco Marouço (Almeirim), António Moreira (Alpiarça), António Louro (Benavente e Samora Correia), Diamantino Duarte (Chamusca), Marco Gomes (Constância), Francisco Oliveira (Coruche), Mário Balsa (Entroncamento), Nuno Neto (Mação), João Heitor (Ourém), Augusto Tomaz Lopes (Rio Maior), Nuno Antão (Salvaterra de Magos), Carlos Nestal (Santarém), José Carlos Antas (Vale de Santarém), Anabela Freitas (Tomar), António Rodrigues (Torres Novas) e Miguel Pombeiro (Vila Nova da Barquinha). 

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