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O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores, vai passar a publicitar a sua agenda diária para provar que, mesmo tendo pedido o fim do regime de exclusividade, continua a trabalhar com toda a dedicação pelo concelho de Santarém.

No seu blogue pessoal “O Projéctil” (http://franciscomoitaflores.blogspot.com/), o autarca justifica algumas ausências recentes com problemas de saúde e critica a forma como um jornal local (que nunca identifica) tem tratado a questão.

“Infelizmente para mim, sofri no ano de 2010 vários revezes de saúde. Que sempre mantive, não em segredo, mas em discreto silêncio. Até que não foi possível manter mais o silêncio e a discrição porque fui hospitalizado. E meti um atestado médico de cinco dias. E mesmo assim compareci numa assembleia municipal e reconheço que foi dos momentos de maior debilidade que vivi, mas Santarém exigia isso e cumpri. Um jornal local garantiu que tive três semanas de baixa!!! Ou não percebeu ou fez que não percebeu”, afirma Moita Flores.

No mesmo comentário, o presidente diz que podia justificar as suas ausências “pedindo os respectivos atestados médicos” mas diz que sempre foi resistente “á cultura dos atestados médicos” e bem sabe “quanta preguiça, oportunismo, vadiagem mesmo, se esconde por detrás desse documento”.

Segundo diz, foi por essas razões que decidiu pedir o fim do regime de exclusividade, acrescentando que isso “não significa outra coisa que não seja receber metade do ordenado” a que tem direito.

Quanto às suas aparições na televisão, muito criticadas por quem diz que ele passa mais tempo na Tv que a tratar dos assuntos da autarquia, Moita Flores diz que é apenas convidado “de vez em quando” para ir a uma televisão, o que faz quando pode mas para prestigiar Santarém. “Bem sei, e o futuro irá mostrar, quanto dessa intervenção serviu para dar visibilidade á cidade e ao concelho que jurei servir com lealdade”, diz o autarca que atualmente é comentador do programa “Justiça Cega” (às segundas na RTP Informação) e comentador no programa “Até à Verdade” (aos sábados na SIC).
Recorde-se que Moita Flores anunciou esta semana que passou a exercer o cargo de presidente da autarquia em regime de não exclusividade, por razões de saúde, passado a receber metade do salário (cerca de dois mil euros). Antes, a 15 de Dezembro, igualmente no seu blogue pessoal, Moita Flores havia anunciado que sofre de diverticulite. “É assim uma espécie de infecção no intestino grosso que nos impõe uma dieta horrível, que nos atira abaixo com febre, que nos rouba as forças e, ainda por cima, incomoda seriamente. Se nos descuidarmos pode matar. Se tomarmos precauções, vive-se com decência”, explica o presidente da edilidade escalabitana.

ACTUALIZADA - A partir do dia 1 de Fevereiro, os alunos de quatro concelhos do distrito correm o risco de pagar os bilhetes do transporte escolar por dívidas das respectivas autarquias. Almeirim, Cartaxo, Torres Novas e Barquinha são as Câmaras Municipais que têm vários meses de pagamento em atraso com a Rodoviária do Tejo, empresa que diz estar numa “situação limite” com os “incumprimentos recorrentes”.

“Estamos a alertar que a corda vai rebentar. Não é possível continuar a arrastar a situação”, afirmou à Lusa Rui Silva, presidente da Rodoviária do Tejo, sublinhando que, neste momento, a empresa está com “tolerância zero” e que as câmaras foram alertadas para esta situação limite. O responsável disse ainda que a empresa começou já a informar algumas escolas para a eventualidade dos alunos só entrarem nos autocarros se pagarem os respectivos títulos, a partir de 1 de Fevereiro.

“Há reacções de Câmaras para tentar arranjar solução para evitar que esse passo limite aconteça, mas é insustentável andarmos continuamente a mendigar que paguem os serviços por nós prestados”, sublinhou.

No início deste ano lectivo, a empresa alertou as autarquias de que “não tinha margem de manobra” e que se corria o risco de serem os estudantes a suportar os custos do transporte escolar. Entre Setembro e Novembro houve alguma recuperação da dívida, que na altura rondava os 10,5 milhões de euros, mas em Dezembro houve uma inversão e o saldo aumentou em mais meio milhão de euros, explicou o mesmo responsável. Segundo o mesmo, dos 43 municípios servidos pela Rodoviária do Tejo, apenas em 12 os atrasos nos pagamentos não ultrapassam os três meses. Há municípios com 22 meses de atraso, com a agravante de que “nem sequer avisam quando vão entrar em incumprimento” nos planos de pagamento entretanto acordados.

 

Autarcas dizem-se “surpreendidos” com atitude da Rodoviária do Tejo

 

Ouvidos pela Lusa, os quatro autarcas de concelhos ribatejanos mostram-se surpreendidos com as declarações do responsável da Rodoviária do Tejo. "A Câmara Municipal de Torres Novas fez recentemente um pagamento de 1,3 milhões de euros, que está a pagar ao banco, estando o saldo atual perfeitamente controlado", afirmou a esta agência noticiosa o presidente António Rodrigues. Ou seja, na sua opinião, o saldo do município para com a Rodoviária do Tejo "é perfeitamente normal", existindo um acordo de pagamento que está a ser cumprido.

Miguel Pombeiro, de Vila Nova da Barquinha, disse à agência Lusa que havia já comunicado à empresa que a autarquia pagaria o único mês que tinha em atraso (Dezembro), sublinhando que o valor actualmente em dívida é de 25.713 euros. "Se a empresa tem uma dívida das autarquias que ronda os 10 milhões de euros, a nossa dívida é da ordem dos 0,2% desse valor", disse o autarca, sublinhando que ou a Rodoviária do Tejo "explica os critérios porque escolheu estes seis municípios para fazer este ultimato ou teremos que procurar uma alternativa" à prestação deste serviço. 

Pela parte da Câmara do Cartaxo, o presidente Paulo Varanda reconheceu que a autarquia falhou o plano de pagamento que havia acordado em Novembro, mas sublinhou que em Janeiro foi feito novo acordo, com os pagamentos definidos. Acrescentou que foi "com surpresa" que viu o nome do concelho referido pela Rodoviária do Tejo. Fonte da Câmara Municipal de Almeirim disse à Lusa que a autarquia apenas tem em dívida a factura de Janeiro relativa aos transportes escolares, mas admitiu que possam existir outras verbas respeitantes aos transportes urbanos. "A situação ficará esclarecida na próxima semana", acrescentou.

 

 

O grupo parlamentar do PSD apresentou um projecto de resolução na Assembleia da República que visa relançar a produção de beterraba sacarina em Portugal, documento que, a ser aprovado e implementado, permitiria que as instalações fabris da DAI, em Coruche, voltassem a laborar com esta matéria-prima. Recorde-se que, com a reforma do açúcar em 2006 negociada em Bruxelas com os restantes parceiros europeus, Portugal renunciou à sua quota de produção de isoglicose, o que teve efeitos directos na fábrica de Coruche. A unidade passou a processar açúcar apenas proveniente da rama da cana e reduziu drasticamente a sua capacidade produtiva.

A medida, implementada durante o anterior governo PS, levou os agricultores portugueses a praticamente abandonar o cultivo da beterraba sacarina, uma tendência que os deputados social-democratas, entre os quais aqueles que foram eleitos pelo círculo de Santarém, acreditam poder inverter. A “crescente tendência de subida do preço das «commodities», como é o caso do açúcar, e necessidade de diversificar a produção agrícola em regadio, fazem da cultura da beterraba sacarina um interessante produto a explorar pelos agricultores portugueses, desde que as instalações fabris de Coruche possam voltar a laborar também a matéria-prima em causa”, assinala o grupo parlamentar do PSD, que pretende incentivar “o governo a tomar as diligências necessárias, em termos nacionais e comunitários, para dotar a fábrica de Coruche dos meios necessários para voltar a laborar beterraba sacarina”.

Os signatários querem ainda que, no futuro, a DAI mantenha “um sistema com capacidade de processamento simultâneo de beterraba e das ramas, matérias-primas que originam o açúcar, o que aliás sucede em Espanha e em Itália”.

Os deputados do PSD salientam ainda que o “cultivo de beterraba sacarina em Portugal é um caso de sucesso em termos agronómicos e tecnológicos, cujo desempenho entre de 1996 e 2006 apresentaram, não só níveis de produtividade bem acima da média europeia, como elevada qualidade, medida em termos de percentagem de açúcar extraído”, notando ainda que, durante o período em que houve produção nacional de beterraba, as importações desceram drasticamente. Segundo o texto do projecto de resolução, esta recomendação surge num contexto em que se devem reduzir drasticamente as importações e apostar a sério na cultura de regadio, a nível agrícola.

 

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