PUB

chamusca covid

PUB

banner cms vamostodosficarbem

A Câmara Municipal de Santarém aprovou esta segunda-feira, 16 de abril, as contas do ano de 2011, que apontam para uma dívida total de quase 100 milhões de euros (99,6 milhões). O documento, aprovado com os votos a favor do PSD e contra do PS, dividiu os dois partidos, que interpretam os números de forma diferente.

Enquanto o PSD justifica o aumento da dívida com a crise “sem precedentes”, o aumento de capital da empresa municipal Scalabisport, a aquisição dos terrenos da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC) e o esforço de regularizações nas contas com atualização do imobilizado, o PS contrapõe com o aumento das dívidas a terceiros (de 49,1 milhões em Janeiro para 66,3 milhões em Dezembro), com o aumento das dívidas de curto prazo, e com a enorme discrepância entre o orçamento e as contas finais de 2011, entre outras críticas à gestão social democrata.

O ponto referente à aquisição dos terrenos da antiga EPC, por 16 milhões de euros, provocou mesmo um diálogo mais aceso entre o presidente da autarquia, Moita Flores, e o vereador socialista António Carmo, com o primeiro a interpelar o segundo sobre se o PS concorda ou não com a aquisição daquele espaço. “Não posso aceitar que façamos dois jogos. Para o PS é fundamental chegar aos 100 milhões mas isso é intelectualmente desonesto. Ou achamos que é investimento de capital importantíssimo ou não. Para mim é um investimento que me orgulho e o endividamento são 83 milhões mais a EPC. Se fizermos esta conta percebemos que o ano passado a divida é menor que em 2010”, afirmou Moita Flores, acrescentando que atualmente os referidos terrenos já valem mais de vinte milhões de euros.

Os argumentos do presidente não convenceram o PS que acabou por votar contra, não impedindo a aprovação do documento, que aponta para uma dívida total da autarquia, a 31 de dezembro de 2011, de 99,6 milhões de euros, mais 15,3 milhões que em 2010.

O Rede Regional solicitou cópia da prestação de contas do ano de 2011 do município de Santarém, mas ainda não obteve acesso ao referido documento.

Pedro Magalhães Ribeiro vai recandidatar-se à liderança da concelhia do Partido Socialista (PS) do Cartaxo. O Rede Regional sabe que a candidatura vai ser oficializada na sexta-feira, dia 20 de abril, às 21h30, na sede do PS do Cartaxo, faltando saber se será, ou não o único candidato.

Vereador na câmara municipal entre 1998 e 2008, Pedro Ribeiro chegou a ser o vice-presidente da autarquia mas saiu em ruptura com o anterior presidente, Paulo Caldas, que entretanto também deixou o cargo, atualmente ocupado por Paulo Varanda.

Natural do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro tem 39 anos e é economista, com especialização em Economia Internacional, estando a terminar o Mestrado em Economia e Políticas Públicas do ISCTE. É gestor de empresas da banca corporativa e institucional do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), para o qual entrou em 1996, depois de ter exercido funções no Departamento de Marketing da Renault Portugal.

No seu currículo tem ainda o cargo de adjunto do Secretário de Estado da Justiça e Gestor Público no Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da Justiça, I.P.

Tido como o delfim de Conde Rodrigues, ex-presidente da autarquia e ex-secretário de estado recentemente indicado para o Tribunal Constitucional, Pedro Ribeiro é o actual presidente da concelhia do PS, tendo sido eleito em 2010 e é também membro da Comissão Política Concelhia e Distrital desde 1999. Foi ainda adjunto do presidente da Federação e membro do Secretariado Distrital, com competências na área da Inovação nas Políticas Autárquicas. Nas eleições legislativas de 2009 coordenou o Programa de Governo do PS para o distrito de Santarém.

O ex-presidente da Câmara do Cartaxo, José Conde Rodrigues, deverá em breve assumir funções como juiz no Tribunal Constitucional. A notícia é confirmada por fonte oficial do grupo parlamentar do Partido Socialista, que adianta que Conde Rodrigues foi indicado pelo PS e o seu nome já tem o acordo da maioria PSD/CDS, que também já propôs um nome que teve o acordo dos socialistas, faltando ainda um terceiro nome para a eleição dos três juízes conselheiros para o Tribunal Constitucional.

Natural de Casais Lagartos, freguesia de Pontével, no concelho do Cartaxo, José Manuel Vieira Conde Rodrigues tem 47 anos, é casado e tem dois filhos. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, é atualmente membro do Conselho Superior do Ministério Público, cargo que ocupa depois de ter sido secretário de Estado da Justiça, da Administração Interna e Cultura. Foi ainda Gestor do Programa Operacional da Cultura no terceiro Quadro Comunitário de Apoio (atual QREN).

Antes da carreira política a nível nacional, foi eleito da Assembleia de Freguesia de Pontével e depois da Assembleia Municipal do Cartaxo, tendo exercido dois mandatos como presidente da câmara municipal entre 1994 e 2000.

Outra das suas atividades é a escrita, tendo editado vários livros: A Letra em Branco (1989); A Responsabilidade Civil do Produtor face a Terceiros (1990), À Margem do Efémero (1998) e A Política sem Dogma (2006). É também co-autor de dois livros sobre política e administração: O Novo Ciclo - A Política do Futuro (2001) e 10 Milhões de Razões (2002).

Mais artigos...

PUB

PUB

PUB

PUB

ctx covid 19

PUB

Quem está Online?

Temos 856 visitantes e 0 membros em linha