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O Bloco de Esquerda do Cartaxo quer explicações sobre o que se passa com o novo Parque Central da cidade, inaugurado há cerca de seis meses e que continua como se estivesse em obra.

“Seis meses depois da inauguração do Parque Central por Cavaco Silva, o parque subterrâneo de estacionamento está fechado, os bares não abriram, os jardins estão por tratar, o monumento aos mortos continua amputado e os achados arqueológicos desaparecidos. Depois de centenas de árvores cortadas e de milhões de euros gastos e propagandeados até ao limite, veio um silêncio insuportável. Mas afinal o que se passa? Mas afinal não fomos nós cidadãos que pagámos a obra? Não merecem os Cidadãos do Cartaxo uma explicação?”, questionam os bloquistas num comunicado assinado pelos deputados municipais Pedro Mendonça e Odete Cosme.

No mesmo documento, os eleitos do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal do Cartaxo dizer ser hora do presidente da autarquia ter a coragem de vir a público explicar a quem pagou a obra, porque os equipamentos se encontram tal e qual como no dia anterior à inauguração presidencial, ou seja, fechados.

“Fica provado que Cavaco Silva veio ao Cartaxo reforçar a ideia de impunidade para políticos como Paulo Caldas, Isaltino Morais, Alberto João Jardim ou Dias Loureiro. No Cartaxo tudo continua na mesma e cada vez mais o Caldismo, agora liderado por Varanda se assume como o Jardinismo ribatejano. Depois do referendo em Dezembro último em que a população decidiu que seria a Câmara a gerir o estacionamento, nada se fez e nada se propôs ao fim de quatro meses. Não existe a coragem de explicar a razão?”, questionam os deputados municipais do Bloco de Esquerda.

O Rede Regional tentou obter esclarecimentos junto da autarquia mas tal não foi possivel até ao momento.

Margarida Netto, deputada do CDS/PP eleita pelo distrito de Santarém, assinou um artigo de opinião num jornal regional onde o texto é uma cópia quase integral da proposta de lei nº 44/XII, precisamente o documento que sustenta a polémica reforma administrativa do território.

Mais do que defender com ideias e palavras da sua autoria as intenções do governo, a deputada socorre-se quase na íntegra de frases e expressões constantes no documento que foi apresentado na Assembleia da República.

No artigo de opinião, publicado no dia 23 de Março na coluna “Correio do Parlamento”, no jornal Correio do Ribatejo, a deputada altera sensivelmente o início de alguns parágrafos, mas o corpo do texto é quase “ipsis verbis” o que se pode ler na proposta de lei.

No final, a assinatura que aparece é a sua.

A questão foi detectada pelo PS e o assunto já corre a blogosfera política do distrito.

Contactada pela Rede Regional, Margarida Netto diz ter sido “completamente apanhada de surpresa” com esta polémica, e considera que o caso se resume a um “mero aproveitamento político por parte de outro partido”.

“Recordo-me que fui lembrada quase em cima da hora para redigir o artigo, e não acho que seja plágio ou que seja assim tão grave usar frases de uma proposta de lei com a qual concordo e defendo em absoluto”, explica Margarida Netto em relação ao texto, acrescentando que não foi sua intenção tornar seu o conteúdo do documento ou enganar os seus leitores.

O movimento unitário “No Ribatejo, Freguesias Sim” tem já 30 autocarros a postos em várias localidades do distrito para rumar a Lisboa no sábado, 31 de Março, para participar na grande manifestação nacional contra a proposta de reforma administrativa apresentada pelo governo.

“Até lá, esperamos chegar aos 40 autocarros. E as pessoas podem também ir a título particular ou em carrinhas de colectividades e outras instituições locais e sociais”, disse à Rede Regional Augusto Figueiredo, um dos fundadores deste movimento cívico, para quem “o que é importante é que Portugal esteja em Lisboa no próximo sábado”.

A marcha que começa no Parque Eduardo VII e vai descer a Avenida da Liberdade em direcção ao Rossio vai contar com a participação de campinos, ranchos folclóricos, bandas filarmónicas e grupos de teatro, explicou Augusto Figueiredo.

“Esta lei é inaceitável, mas não é inevitável, e a prova disso é a grande mobilização popular que se está a gerar em torno deste protesto”, disse o presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, Rio Maior, alertando que a aplicação da Proposta de Lei nº44/XII pode significar a extinção de 62 freguesias nos 21 concelhos do Ribatejo.

“E nós chamamos ainda a atenção outra questão. A ser aplicada a lei tal como foi apresentada na Assembleia da República, não acabam 62 mas sim 124 freguesias. Ao agregaram-se pelo menos duas freguesias, acabam ambas, porque será criada uma nova entidade administrativa para gerir o património das duas que findam”, alerta também Augusto Figueiredo.

“Ou seja, ficam intocadas apenas um terço das freguesias do distrito, o que é inaceitável”, acrescenta.

Uma das reivindicações do movimento “No Ribatejo, Freguesias Sim” é ser recebido por cada um dos dez deputados eleitos pelo círculo de Santarém, “para que cada um diga claramente qual é a sua posição acerca desta questão”, afirma Augusto Figueiredo.

O responsável adiantou à Rede Regional que as duas primeiras reuniões já estão agendadas para a próxima terça-feira, 3 de Abril, com os deputados João Galamba, do PS, e António Filipe, do PCP.

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