PUB

chamusca paulo betti

PUB

cms generico

A dívida da Câmara de Santarém já ultrapassou os 100 milhões de euros. A garantia é da concelhia do PS da capital do distrito, que esta segunda-feira traçou um quadro negro da gestão do PSD à frente do município scalabitano.

Os socialistas contrariam assim os dados avançados pelo próprio presidente da autarquia que, na Assembleia Municipal realizada no final de Fevereiro, referiu que a dívida estava nos 99 milhões de euros, tendo subido 17 milhões desde Dezembro devido, sobretudo, à inscrição dos 16 milhões de euros da compra ao Estado das instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria.

Em conferência de imprensa, o presidente da concelhia do PS de Santarém, Carlos Nestal, justifica a afirmação de que a dívida é superior aos 100 milhões com o facto de haver um considerável número de serviços já prestados à autarquia por fornecedores externos, que no entanto não emitiram as faturas para evitar o pagamento de IVA. Idália Salvador Serrão, comissária política da concelhia, diz que, para já não é possível saber com exatidão o montante em causa, o que só acontecerá quando os números forem “apresentados objetivamente”

Nesta análise às contas da câmara, os socialistas dizem também que o cenário só não é pior devido à antecipação de receitas do contrato de renda da EDP, que permitiu um encaixe de 20 milhões de euros.

Após terem tido acesso ao anuário financeiro das autarquias, referente ao ano de 2010, os socialistas de Santarém destacam sobretudo o quadro referente ao passível exigido, que, de 2006 para 2010 aumentou 58,9% em Santarém, contra 24% de média no país. “Isto não tem só a ver com o estado do país, como diz o presidente Moita Flores, uma vez que Santarém subiu a dívida mais do dobro da média nacional”, referiu Carlos Nestal, afirmando que o município precisa de proceder “brevemente e com urgência” ao seu saneamento financeiro

As sessões do esclarecimento que o Bloco de Esquerda está a promover no concelho de Salvaterra de Magos sobre a reforma administrativa do território têm contado com grande adesão das populações locais, interessadas em perceber se a sua freguesia corre o risco de ser extinta.

Foi o que aconteceu na primeira iniciativa, que trouxe Francisco Louçã, coordenador nacional do Bloco, à freguesia de Foros de Salvaterra, no passado dia 29 de Fevereiro, e nas sessões já realizadas em Marinhais, onde o pólo da biblioteca municipal esgotou para ouvir a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro, e Pedro Soares, da comissão nacional autárquica do BE, e na freguesia sede de concelho e no Granho, onde os encontros decorreram no sábado, 3 de Março.

O BE vai ainda realizar mais três sessões públicas de esclarecimento sobre esta questão da possível extinção de freguesias. Segunda-feira, dia 5 de Março, em Foros de Salvaterra (às 21 horas, no pavilhão da comissão de festas), dia 7 de Março em Muge (às 21 horas, na Casa do Povo), e no dia seguinte na Glória do Ribatejo (na sede da Junta, também às 21 horas).

Todas terão como oradores a presidente Ana Cristina Ribeiro e Pedro Soares, além de um representante da Assembleia de Freguesia da localidade onde decorre a sessão, que vão explicar aos presentes as mudanças que se adivinham na gestão territorial do concelho caso a intenção do governo, que prevê a extinção de cerca de 1.300 freguesias no país, venha a ser aprovada.

O concelho de Salvaterra de Magos é composto por seis freguesias, quatro das quais consideradas núcleos urbanos (mais de 2.000 habitantes) e as outras duas rurais. Como foi classificado de nível 2, o município terá que extinguir duas freguesias urbanas e uma rural, passando a ficar com apenas três.

A maioria socialista na Assembleia Municipal do Cartaxo rejeitou a proposta do PSD para a realização de uma auditoria externa às contas da Câmara Municipal do Cartaxo. Num gesto pouco visto, a proposta social democrata contou com os votos favoráveis da CDU e do Bloco de Esquerda (os três partidos totalizaram 12 votos) mas, mesmo assim, foi derrotada pelos 16 votos do PS.

O documento apresentado pelo PSD aponta uma câmara “falida”, em que “as receitas não chegam sequer para custear os compromissos correntes” e defende, por isso, a necessidade de clarificar a situação financeira, nomeadamente no que respeita às dívidas. Entre os casos apontados pelos sociais democratas, já referidos anteriormente numa reunião de câmara, onde um documento idêntico também foi recusado pelo PS, está a dívida de 980 mil euros à Resiurb, os 600 mil euros em dívida à Rodoviária do Tejo, e os inúmeros processos judiciais em curso em que, só num deles, foi reconhecida uma dívida à ACORIL que ultrapassa os 590 mil euros.

No mesmo documento, o PSD estima que a Câmara do Cartaxo teha uma dívida de curto prazo na ordem dos 18 milhões de euros, e salienta também os sucessivos incumprimentos nos protocolos para associações e colectividades do concelho.

Para recusar a auditoria, o PS justificou-se com os custos que a mesma teria e com o facto da Inspeção-Geral da Administração Local ir ela própria inspecionar as contas do município. Argumentos que não convenceram a oposição que recorda que a IGAL analisa apenas procedimentos administrativos e não a situação económica e financeira dos municípios.

Mais artigos...

PUB

PUB

Rede Regional

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

Quem está Online?

Temos 418 visitantes e 0 membros em linha