Luís Eugénio Filipe, a título póstumo, António Franco, Tomás Estévam, a Sociedade Recreativa de Vale da Pinta e o jornal A Voz de Pontével, foram as personalidades e entidades distinguidas este ano pela Câmara Municipal do Cartaxo no âmbito das comemorações do 196º aniversário de elevação a concelho, assinalado a 10 de dezembro.

Luís Eugénio Filipe, homenageado a título póstumo, nasceu na freguesia de Pontével a 5 de Abril de 1914 e distinguiu-se como um cidadão participativo, quer na vida cívica, quer na vida política do país, nomeadamente como deputado à Assembleia Constituinte.

António Franco nasceu em Lisboa a 7 de Agosto de 1948. Entrou no mercado de trabalho como professor do 2.º Ciclo do Ensino Básico, trabalhou nos Jornais “A República” e “Diário Popular, tendo sido durante esse tempo também colaborador dos jornais “A Bola” e “Record”. A partir de 1978 instala-se no Cartaxo, começando a explorar o local de convívio “A Eira”, local esse que 1979 dá lugar à discoteca “Horta da Fonte”, que ao longo dos anos foi conquistando um lugar de destaque no panorama do espectáculo. Mais tarde, inaugura ainda um espaço no Algarve, ao qual deu o nome de Horta 2. Inaugurou ainda o bar “Coice de Mula” na Praça 15 de Dezembro, na cidade do Cartaxo.

Aos 85 anos, Tomás Vasques Estevam conhece os férteis campos de Valada como as palmas das suas mãos. Nascido no seio de uma família de pequenos vitivinicultores, aos 10 anos já sabia fazer todos os trabalhos da vinha. Ocupou o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo entre 1996 e 2011, dedicando 15 anos da sua vida à causa da solidariedade social.

A génese da história da Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta remonta ao século XIX. Em 1884 foi criada uma Sociedade Dramática, em 1900 uma Tuna e em 1920 uma Filarmónica, com o nome de Sociedade Euterpe de Vale da Pinta. A colectividade conheceu os seus momentos altos nos anos 30, evidenciando-se através de um Rancho Folclórico e de um grupo de Teatro e Variedades. Nos anos 40, constituiu-se um Grupo de Jazz Euterpe. Em 1975 foi reestruturada com o nome com que hoje é conhecida. Além da Orquestra Juvenil, escola de música e banda filarmónica, possui ainda um grupo coral e karaté.

O jornal A Voz de Pontével foi publicado pela primeira vez em Janeiro de 1957. Passado meio século, este periódico continua a registar o quotidiano da freguesia de Pontével com regularidade. Lançado por João da Silva Pimenta, foi inicialmente uma publicação trimestral que fazia parte do Centro de Recreio Popular. Passou depois a ser propriedade do fundador, chegou a pertencer à Casa do Povo de Pontével, à Junta de Freguesia e actualmente pertence à Associação Rio da Fonte.