Da esquerda à direita: os partidos políticos do Cartaxo estão unidos no apelo ao não na resposta à pergunta sobre a concessão do estacionamento na cidade a um privado, pelo prazo de 30 anos. O assunto vai a referendo local, no dia 18 de dezembro, mas, para já, tudo aponta para a vitória do não.

A maior surpresa vem do PS, partido que tem maioria absoluta no executivo camarário, e que decidiu concessionar o estacionamento a um privado. A concelhia socialista defende agora a exploração do estacionamento público pelo município, com tarifários que permitam uma eficaz e racional gestão dos lugares de estacionamento público, respeitando condições preferenciais para pessoas com deficiência/mobilidade reduzida, comércio e serviços locais, assim como para os residentes.

Na oposição, há muito que o não é a opção escolhida. O Bloco de Esquerda, partido que propôs o referendo estranha esta mudança dos socialista e fala em “estratégia política”, enquanto a CDU destaca o caricato de todos dizerem não, o que poderá desmobilizar as pessoas de irem votar. Já o PSD, que não é contra as concessões, neste caso opõe-se à entrega da gestão do estacionamento a um privado por um período que abrange sete mandatos autárquicos e que inclui todos os lugares de estacionamento disponíveis.

A pergunta a que os Cartaxeiros vão ter de responder a 18 de Dezembro é “concorda que a Câmara Municipal do Cartaxo contratualize a concessão de exploração do parque de estacionamento coberto e de mais 620 lugares de estacionamento dispersos nas ruas circundantes ao centro urbano, por um prazo de 30 anos, a uma empresa privada?”.

Para ser vinculativo, o referendo terá de ter os votos de mais de 50 por cento dos eleitores do concelho.