2012 será um ano crítico em matéria de saneamento e abastecimento de água, área em que o país passará por alterações profundas nos próximos tempos. A garantia é da ministra do Ambiente, que esteve esta quarta-feira, 22 de novembro, em Santarém, onde se está a realizar o Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento

Assunção Cristas afirma que a necessidade de um abastecimento mais eficiente e mais equitativo e financeiramente mais sustentável está no centro das preocupações do Governo, até porque, contrariamente ao que alguns pensam, a água e um bem escasso e de Portugal é cada vez mis um país vulnerável às alterações climáticas.

Para a ministra, as infraestruturas têm que ser reformuladas de forma a que Portugal não continue a ter perdas muito para além dos países desenvolvidos. Caso pardigmático é o de Lisboa que, comparada com cidades como Londres ou Barcelona, tem um consumo de água per capita superior (mais do dobro).

O facto do custo da água ser, em média, um quarto do que é gasto em energia e um terço do despendido em telecomunicações, ajuda ao desperdício, o que pode ser visto como uma chamada de atenção para subidas progressivas do preço, sobretudo porque a participação de privados na gestão da água é cada vez mais comum.