José Niza e Henrique de Barros, ambos a título póstumo, Rui Nabeiro e Luís Fleury Filho, foram os quatro nomes escolhidos pela câmara de Santarém para receberem a medalha de ouro do município.

Na cerimónia, realizada na quarta-feira, 26 de outubro, numa cerimónia que assinalou o centésimo aniversário da primeira Constituição da República Portuguesa, foi ainda distinguido

Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado da Cultura, que recebeu a medalha de prata.

José Niza, médico, político, músico e compositor, recentemente falecido, foi distinguido pelo seu “carácter afável e fraterno”, pelo “testemunho de uma vida entregue às causas da liberdade, da democracia e da cultura, sempre de forma impolutamente cívica e apta a granjear o reconhecimento de companheiros e adversários políticos” e pelos “relevantes contributos em importantes funções públicas”.

Já a distinção atribuída a Henrique de Barros foi justificada pela “dedicação, empenho e defesa intransigente dos valores da liberdade” e pela sua ligação “indissolúvel” à Constituição Republicana de 1976, “contribuindo significativamente para a construção do Portugal Democrático e Livre, que Santarém muito reconhecidamente respeita e se orgulha”.

Rui Nabeiro recebeu a distinção como forma de reconhecimento pela “generosidade e grandeza” dos feitos beneméritos do empresário de 80 anos de idade e 50 de “atividade industrial e comercial”, que frequentemente tem apoiado diversas iniciativas no concelho.

A Luís António Fleury Filho, ex-governador do Estado brasileiro de S. Paulo, foi entregue a medalha de ouro do município pelo “empenho e dedicação extrema” que emprestou ao projeto de criação de um polo equino nacional em Santarém, que “vai contribuir significativamente para o desenvolvimento e engrandecimento da cidade e concelho”.

Elísio Summavielle foi distinguido com a medalha de prata do município por, enquanto presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), ter dado “apoio incondicional aos trabalhos de beneficiação e recuperação do Convento de São Francisco” e pelo protocolo que permitiu a passagem deste monumento para a gestão da autarquia e pela implementação, enquanto secretário de Estado da Cultura, da Rota das Catedrais em Santarém.