O presidente da Câmara municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, anunciou esta terça-feira, 25 de Outubro, a sua renúncia ao mandato, sendo substituído pelo vice-presidente, Paulo Varanda.

Após 12 anos à frente dos destinos da autarquia, Caldas justifica a saída com novos projetos e um novo ciclo na vida pessoal e profissional, que passam, entre outros, pelo regresso ao cargo de economista na Direção Internacional do Banif, que ocupava antes de assumir a presidência da autarquia, e pela conclusão do seu doutoramento em gestão.

Na hora da saída, Paulo Caldas diz ter um sentimento de missão cumprida e garante que parte de consciência tranquila. Reconhecendo que dívida cresceu de 10 milhões de euros em 2002 para os atuais 42,6 milhões, o autarca garante no entanto que esta está a ser gerida de forma sustentada e que permitiu passar de um investimento residual para 120 milhões de euros de investimento nos últimos 10 anos, conquistando 45 milhões de euros a fundo perdido.

Afirmando que passou por momentos muito difíceis e complicados, em particular quando a sua casa foi alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária, Paulo Caldas assegurou que os processos estão a ser resolvidos, nomeadamente os que resultaram das auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas em 2003 e 2004, que, disse, estão em fase de recurso. Segundo disse, sempre assumiu as suas responsabilidades, tendo conseguido resolver várias questões, e atribuiu algumas das situações que viveu ao jogo sujo que tão mau nome dá à política e aos políticos.

Quanto a Paulo Varanda, militar de formação, tem 34 anos, e desde que assumiu a vice-presidência da autarquia que é tido como o sucessor de Paulo Caldas.