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Centenas de toneladas de terras e inertes foram despejadas numa zona classificada como Reserva Ecológica Nacional (REN), junto ao rio Sorraia, no Porto Alto, concelho de Benavente, num terreno que é propriedade da Fundação Padre Tobias.

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A denuncia foi feita pelos eleitos do movimento independente "Mais para Todos", na Assembleia de Freguesia de Samora Correia, e já foi confirmada à Lusa pelo presidente desta Junta de Freguesia, Augusto Marques, que é também tesoureiro da fundação.
O autarca local explicou à Lusa que foi dada “uma autorização para uma deposição temporária de terras, tendo o empreiteiro procedido a um aterro sem disso dar conhecimento à instituição”.
Augusto Marques afirmou que a deposição de terras foi autorizada por ter sido "apalavrado" o arrendamento do terreno a um empresário que quer construir na zona um ecoresort e um parque de caravanas, sendo que o contrato não chegou a ser assinado.
Naquele local, passou a existir um aterro "sem qualquer tipo de licenciamento ou autorização" da Agência Portuguesa do Ambiente, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e da Câmara de Benavente, salientam os dois eleitos do "Mais para Todos" num comunicado onde consideram que a fundação, a Junta de Freguesia de Samora Correia e a Câmara de Benavente "devem dar uma explicação aos munícipes e aos cidadãos".
É "muito grave" que instituições com "responsabilidades acrescidas no cumprimento da lei e na obrigação de protegerem o ambiente" tenham permitido a situação.
Como refere o comunicado do "Mais para Todos", a obra foi embargada em outubro depois da denúncia da ocorrência dos trabalhos de terraplanagem no terreno e da destruição de um forno, que os eleitos independentes referem como sendo de construção romana (séculos III e IV), citando um historiador samorense, mas que um parecer da arqueóloga do município assegura ser de construção contemporânea.
Augusto Marques admitiu que "devia ter sido mais cauteloso" e disse que irá assumir as consequências que resultarem dos "trâmites legais" do processo.
Segundo o autarca e dirigente da fundação, as terras colocadas ilegalmente no terreno vão ser removidas e está em curso uma avaliação sobre a possibilidade de recuperação do forno.

 



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