Numa pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente, Fabíola Cardoso quer saber quais as conclusões das ações de fiscalização ambiental sobre a indústria de curtumes em Alcanena, incluindo os referentes à qualidade do ar.

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Na sequência da reunião que teve com os movimentos ambientais de Alcanena, a deputada scalabitana eleita pelo Bloco de Esquerda questiona ainda se há estabelecimentos industriais identificados em incumprimento, que penalizações foram instruídas, e se o governo já transmitiu ao Ministério Público os casos mais graves a nível das infrações à legislação ambiental.
No documento entregue na Assembleia da República, a deputada recorda que, a 14 de outubro, “realizou-se uma concorrida e demorada Assembleia Municipal Extraordinária para debater o problema, que invade de forma persistente a vila e várias zonas do concelho”.
A própria assembleia foi invadida pelos cheiros pestilentos, levando a presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira, a anunciar a participação ao Ministério Público “por más praticas promovidas na utilização do sistema que se afiguram de crime ambiental”, lê-se no documento.
“Já a 28 de outubro, mais de 600 alunos, acompanhados por populares, manifestaram-se em protesto contra a poluição atmosférica de que são vítimas diariamente, provocando irritação na garganta, dores de cabeça e vómitos aos alunos e que tem levado alguns estudantes a sair da escola”, acrescenta Fabíola Cardoso, que diz também já ter assinado a petição do movimento SOS Alcanena dirigida a Karmenu Vella, Comissário Europeu para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas.
Esta petição, segundo a eleita, é “fruto da descrença na capacidade das instituições nacionais em resolver este grave problema ambiental e de saúde publica”.