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Se na segunda-feira, tal como a Rede Regional avançou em primeira mão, o tom da discussão entre os eleitos do PS e do PSD não tinha sido pacífico na reunião do executivo municipal de Santarém, nas últimas horas o ambiente azedou e a troca de comunicados e publicações nas redes sociais não tem parado.

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Em causa está a discussão da modificação do plano de trabalhos do projeto global de estabilização das encostas de Santarém e a reabertura na Estrada Nacional 114, entre Santarém e a Ponte D. Luís, que os socialistas consideram ser uma demonstração clara da incapacidade da maioria PSD, enquanto estes acusam o PS de demagogia política e de estar a misturar duas situações distintas.
Ontem, como a Rede Regional deu conta, a autarquia emitiu um comunicado onde esclarecia o assunto, reafirmando que, pela sua parte, a estrada está pronta a abrir e que só não foi reaberta devido aos atrasos da Infraestruturas de Portugal (IP), mas as explicações parecem não convencido pelo menos alguns socialistas.
Apesar de, oficialmente, o PS ainda não ter emitido nenhum comunicado sobre o assunto, o presidente da concelhia socialista, o ex-presidente da autarquia, José Miguel Noras, usou o seu facebook para criticar a gestão do PSD e dizer que o povo "não pode continuar a ir em cantigas", chegando mesmo a admitir um cenário de eleições antecipadas.
"Caso fique provado que todos os erros do caderno de encargos, que já custaram mais 375 mil euros do que o previsto, bem como os atrasos das obras autárquicas são propositados, a fim de politicamente culpar, sem qualquer sentido, o Governo que estiver, prejudicando severamente as populações, então será forçoso equacionar a realização de eleições antecipadas", afirmou Miguel Noras.
"Ter a maioria não confere direito a ninguém de fazer o que lhe apetece, como o que está acontecer também no espaço da ex-EPC ou no Mercado Diário, onde querem gastar mais dois milhões de euros e despedir os comerciantes que ali investiram as suas vidas", acrescentou.
Já esta quinta-feira, o PSD, que na última Assembleia Municipal fez aprovar uma moção demonstrando o seu total descontentamento pela não reabertura da EN 114 e solicitando, junto da IP e do Ministério das Infraestruturas e Planeamento, a reabertura da estrada, emitiu um comunicado onde criticam o que consideram "as mais mirabolantes acusações" dos responsáveis concelhios do PS.
"Bastará olhar para os factos para comprovar que a Câmara Municipal tem diligenciado para tal abertura, investindo na Estabilização das Encostas, ao contrário do que, durante anos, foi omitido pela governação socialista da CMS".
Acusando José Miguel Noras de "desespero" e de espalhar ""mentiras e acusações fúteis", o comunicado social democrata estranha que "aquele que outrora esbanjou dinheiro público em relógios, candidaturas goradas a património mundial e diversos trabalhos a mais, venha agora desafiar o PSD a demitir-se da Câmara, por factos que o seu (dele) adorado Governo insiste em praticar".
"Deve pensar que o povo de Santarém esquece os 4 milhões de euros investidos numa candidatura falhada a património mundial, os 1,5 milhões de euros em trabalhos a mais e juros na empreitada do Complexo Aquático (cerca de 30% da obra), os 1,5 milhões de euros na compra de um terreno quase oferecido à Lactogal que aqui não se instalou e manteve a propriedade do terreno, ou a Rua O cuja empreitada durou anos a fio, ultrapassando todos os prazos razoáveis", pode ler-se no comunicado do PSD.
O documento termina referindo que "a reabertura da EN 114 é um assunto demasiado importante para a nossa cidade para ser tratado em lutas políticas" e questiona Miguel Noras sobre o que ele fez junto do seu governo para a rápida reabertura da EN114, o que fez o PS para a estabilização das barreiras durante os 30 anos de governação, porque licenciou prédios na rua de Santa Margarida com os esgotos a drenar para a encosta e porque deixou que o teatro Rosa Damasceno fosse vendido a privados.
Em resposta, José Miguel Noras já publicou outro post onde fala em desorientação e ofensa. "Um dia, querem atribuir-me a Medalha de Ouro do Município de Santarém; outro dia, dizem que eu sou o demónio", escreve, referindo-se a uma proposta da autarquia de 2015.



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