O movimento unitário “No Ribatejo, Freguesias Sim” tem já 30 autocarros a postos em várias localidades do distrito para rumar a Lisboa no sábado, 31 de Março, para participar na grande manifestação nacional contra a proposta de reforma administrativa apresentada pelo governo.

“Até lá, esperamos chegar aos 40 autocarros. E as pessoas podem também ir a título particular ou em carrinhas de colectividades e outras instituições locais e sociais”, disse à Rede Regional Augusto Figueiredo, um dos fundadores deste movimento cívico, para quem “o que é importante é que Portugal esteja em Lisboa no próximo sábado”.

A marcha que começa no Parque Eduardo VII e vai descer a Avenida da Liberdade em direcção ao Rossio vai contar com a participação de campinos, ranchos folclóricos, bandas filarmónicas e grupos de teatro, explicou Augusto Figueiredo.

“Esta lei é inaceitável, mas não é inevitável, e a prova disso é a grande mobilização popular que se está a gerar em torno deste protesto”, disse o presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, Rio Maior, alertando que a aplicação da Proposta de Lei nº44/XII pode significar a extinção de 62 freguesias nos 21 concelhos do Ribatejo.

“E nós chamamos ainda a atenção outra questão. A ser aplicada a lei tal como foi apresentada na Assembleia da República, não acabam 62 mas sim 124 freguesias. Ao agregaram-se pelo menos duas freguesias, acabam ambas, porque será criada uma nova entidade administrativa para gerir o património das duas que findam”, alerta também Augusto Figueiredo.

“Ou seja, ficam intocadas apenas um terço das freguesias do distrito, o que é inaceitável”, acrescenta.

Uma das reivindicações do movimento “No Ribatejo, Freguesias Sim” é ser recebido por cada um dos dez deputados eleitos pelo círculo de Santarém, “para que cada um diga claramente qual é a sua posição acerca desta questão”, afirma Augusto Figueiredo.

O responsável adiantou à Rede Regional que as duas primeiras reuniões já estão agendadas para a próxima terça-feira, 3 de Abril, com os deputados João Galamba, do PS, e António Filipe, do PCP.