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A federação distrital da JS de Santarém manifestou-se contra qualquer tentativa de reorganização do ensino politécnico no distrito que passe pelo encerramento de escolas ou diminuição dos serviços prestados à comunidade estudantil.

“É impensável para nós, enquanto jovens, imaginarmos perder estes pólos atractores de investimento, de fixação de pessoas e de dinamização do distrito”, afirma o presidente da federação, Hugo Costa, para quem “não obstante qualquer remodelação ou reestruturação da oferta de cursos, ou uma melhor adaptação à realidade do mercado laboral local, a JS não pode nunca concordar com a destruição deste património, hipotecando, assim, o futuro da região”.

Os jovens socialistas decidiram tomar esta posição no final da primeira reunião da comissão política do novo mandato, temendo que se avizinhem mexidas no funcionamento do ensino politécnico no distrito, dividido em dois institutos – o de Santarém e o de Tomar – que têm pólos em outros dois concelhos – Rio Maior, com a Escola Superior de Desporto, e Abrantes, com a Escola Superior de Tecnologia.

“Apenas concebemos o futuro do nosso distrito com a existência das escolas nos quatro concelhos”, disse Hugo Costa, salientando que “os impactos socioeconómicos de qualquer cenário contrário seriam devastadores”, uma vez que o “peso que o ensino politécnico tem nas economias e no desenvolvimento local é incalculável”.

Para o líder da JS Ribatejo, “o ensino superior tendencialmente gratuito, descentralizado das grandes cidades e acessível à grande maioria da população, não pode ser ameaçado por simples objecções ideológicas de um qualquer governo de direita”.



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