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Numa original mas simbólica brincadeira de Carnaval, a freguesia da Gançaria deslocou-se a Santarém para estacionar uma réplica do chaimite de Salgueiro Maia em frente à Câmara Municipal e montar um animado arraial popular em frente aos Paços do Concelho.

De manhã, os funcionários da autarquia – que não tiveram direito a tolerância de ponto – foram surpreendidos com o carro alegórico (usado pela primeira vez no Carnaval de 2009) estacionado nos lugares reservados ao presidente e vereadores, e com o canhão apontado à porta principal do edifício.

Os populares foram trazendo mesas, bancos, assadores e até um palco para a festa que começou por volta da hora de almoço, com muita carne, presunto, pão, vinho e cerveja fresca.

O protesto foi decidido no passado domingo, 19 de Fevereiro, durante uma assembleia popular em que foi discutida a possível extinção da freguesia da Gançaria, que se autonomizou de Alcanede há 27 anos.

“Para nós, será um enorme retrocesso se esta reforma administrativa for aplicada, porque não há nenhuma agregação, há uma simples extinção”, disse à Rede Regional o presidente da Junta de Freguesia, Joaquim Aniceto, sublinhando o envolvimento de toda a população da Gançaria neste protesto.

“Estamos aqui para lutar por todos os meios que nos forem possíveis, enquanto não forem tomadas decisões definitivas”, garantiu o autarca, acrescentando que esta é a primeira de várias acções que estão a ser programadas. Para Joaquim Aniceto, a extinção de freguesias “não faz sentido”. “É feita com a desculpa de que se vai poupar dinheiro, no que eu não acredito. E, além disso, é feita contra os bairrismos e os sentimentos das pessoas”, afirmou.

Quem não levou a brincadeira a mal foi Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém, que até elogiou a sua originalidade. O autarca e vários vereadores acabaram por almoçar com os populares, num animado convívio de Carnaval com poucos mascarados.

“Este tipo de reformas não podem ser feitas de costas voltadas para a população, têm que surgir de um longo processo de diálogo”, afirmou Moita Flores, sublinhando, no entanto, a sua necessidade. “Devem extinguir-se não só freguesias mas também alguns concelhos”, acrescentou, apesar de compreender que isso vá mexer com sentimentos de pertença enraizados nas populações.

Para o autarca, a reforma administrativa e a reforma do mapa judiciário, também actualmente em curso, “só fazem sentido se houver um casamento entre elas. Têm que caminhar lado a lado, porque ambas têm mais de 50 anos de atraso”.

Mais informação em http://www.rederegional.com/index.php/politica/1293-chaimite-apontado-a-camara-de-santarem.html



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