PUB

chamusca covid continua

PUB

banner cms juntos

ANDRÉ LOPES, Jornalista e Blogger

A crise que vivemos actualmente é um bom exemplo de como uma situação pode fazer-nos mudar alguns hábitos, nem que seja por um curto espaço de tempo. Nos próximos meses, pelo distrito de Santarém, realizar-se-ão as habituais e tradicionais festas que se fazem nas cidades, vilas e aldeias.

Quem financia maioritariamente estas festas são as Câmaras Municipais que se veem-se com o orçamento reduzido, alguns Municípios têm dívidas e mais dívidas, mas mesmo assim, endividam-se para que as festas se realizem na mesma. Basta fazer uma simples pesquisa na internet para se perceber que as festas deste ano, do nosso distrito e por todo o país, estão mais pobres, com um programa musical menos apelativo, com mais “prata da casa”, grupos mais baratos, cobra-se as entradas...

Há um grande número de aspectos que podem fazer reduzir o orçamento das festas, ou seja, corta-se no que for possível, desde que as festas se realizem na mesma.

Nas Festas da Cidade de Abrantes haverá uma redução orçamental de 40% em relação às festas do ano anterior. Para este ano a Câmara espera gastar cerca de 70 mil euros, 30 dos quais para um concerto com a fadista Mariza.

As Festas da Nossa Senhora da Boa Viagem, em Constância, estiveram em risco de não se realizar, mas ao invés de acabarem com o certame, ao programa foi tirado um dia, a oferta musical foi grandemente reduzida, assim como o artesanato e as ruas com flores de papel.

Também as Festas de S. João, da cidade do Entroncamento veem os seus dias serem reduzidos a cinco e como não seria de esperar, um cartaz musical mais modesto. Por sua vez, Torres Novas decidiu não realizar as Festas do Almonda e, em vez disso, dará parte do seu orçamento para a Benção do Gado, que se realiza de quatro em quatro anos, nos Riachos, freguesia de Torres Novas. Carlos Tomé, Presidente da Direcção da festa já veio anunciar que precisa da ajuda da Câmara de Torres Novas e que as comemorações deste ano serão “contra a crise” e que, apesar de ter que se moldar aos tempos actuais, devido aos constrangimentos financeiros, “será um acontecimento único”.

Mas com a crise financeira instalada nem tudo é mau uma vez que um dos aspectos que tem vindo a sofrer com os cortes orçamentais é o fogo-de-artifício, que será extinto em Abrantes, Entroncamento e já não foi realizado nas recentes festas de Constância.

É de louvar os cortes numa altura em que a palavra de ordem é poupar, mas será que já não se poderia ter poupado mais cedo? Foi preciso esperar por esta situação “limite” para se perceber que o dinheiro despendido em (algumas) festas é desperdiçado e útil para outras áreas? Sou da opinião que mais vale fazer com menos do que não fazer. Neste aspecto como em muitos outros, a crise trouxe aspectos positivos e negativos, dependendo do ponto de vista.

E este é o meu ponto de vista.

 

André Lopes

Jornalista e Blogger



banner fiqueemcasa

 

PUB

PUB

PUB

Scalhidraulica

PUB

promo almeirim1

Quem está Online?

Temos 475 visitantes e 0 membros em linha