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ANDRÉ LOPES, Jornalista e blogger

Que a cultura sempre foi e continua a ser um parente pobre é fácil de ver. Já em 2009, o ex-primeiro ministro francês Dominique de Villepin lamentava o facto de o Ministério da Cultura ser “sempre um parente pobre, reduzido ao seu valor orçamental, um ministério de subsídios". Que Portugal e a Europa estão em crise também é fácil de ver. Mas será que mesmo com um cenário tão pessimista e sem perspectivas de rápidas melhoras há falta de espectáculos, ou a que a qualidade dos mesmos diminui?

O conceito de cultura é vasto e pode significar várias realidades, mas o que para aqui importa é o conceito relacionado com artes e espectáculos. Mas sendo a cultura um parente pobre será que há organismos que queiram investir nela? A resposta é: sim.

Por cá, pelo distrito de Santarém, tem havido cultura. Os esforços são muitos, mas “baixar os braços” não é o lema de todas as Associações Culturais regionais. Com ou sem fins lucrativos, são as Associações Culturais que muito têm feito pela cultura na nossa região. No Médio Tejo, área geográfica onde estou inserido, são estas mesmas Associações que promovem tertúlias, convívios para os mais idosos, espectáculos com artistas da região, exposições, visitas guiadas a determinados locais, entre muitas outras actividades de qualidade tão boa ou igual à de espectáculos com profissionais da área.

Os cineclubes também têm um papel importante na distribuição de filmes no interior do país. Pelo distrito de Santarém são quatro os cineclubes - Abrantes, Torres Novas, Tomar ou Santarém – que todas as semanas exibem filmes alternativos, que não passam nos circuitos comerciais e que, por isso mesmo, estão com salas vazias muitas vezes.

Também não me posso esquecer do papel das Câmaras Municipais que, mesmo com orçamento reduzido, produzem e investem em cultura, mesmo sabendo que determinado espectáculo vai ter pouco público, que vai dar prejuízo.

Todos os fins-de-semana não faltam eventos culturais para ir. Seja um concerto, um teatro, um filme, uma exposição, um debate, uma apresentação de um livro, um encontro com determinado autor, há sempre actividades culturais para se ir. Não nos queixemos de não ter nada para fazer no interior do país. Não nos resignemos, nem fiquemos em casa.

Eu por cá ainda neste mês de Março tenho uma peça de teatro que quero ver em Torres Novas, um concerto para ver no Sardoal, uma exposição e uma apresentação de um livro em Abrantes, um Museu para visitar em Mação.

O interior não é sinónimo de marasmo, de não ter nada para se fazer. O interior é sinónimo de reinventar, de adaptar e avançar. A cultura é isso mesmo.

André Lopes,

Jornalista e blogger



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