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A mudança do maior presépio do Ribatejo da garagem de Eurico Ribeiro, na Póvoa de Santarém, para o Palácio Landal, onde está exposto pelo segundo ano consecutivo, tem sido “muito positiva”.

Quem o diz é o proprietário, que este ano acrescentou mais algumas peças da sua autoria ao presépio, que exibe já cerca de 440 figuras feitas em terracota e casas em madeira, com detalhes de grande qualidade.

“Tem muito mais gente a vê-lo. Num fim de semana, passam por aqui tantas pessoas quantas passariam num mês, na Póvoa de Santarém”, explica Eurico Ribeiro à Rede Regional.

O presépio continua a impressionar quem o visita, e a “melhor recompensa são as reações das pessoas, tanto dos mais novos como dos mais velhos. Basta ler o livro de visitas, porque estão lá coisas que nos enchem a alma”, afirma o artesão, que, como grande novidade para este anos, destaca as pombinhas de Santarém.

“Eu lembro-me que, quando era miúdo, as mulheres andavam com um tabuleiro a vender as pombinhas pelas ruas, ou nas paragens do autocarro e do comboio, e eu agarrei nesse tema e introduzi-o no presépio. Se nós colocamos a nossa vida no presépio, faz todo o sentido, porque as pombinhas fazem parte da vida de Santarém”, afirma Eurico Ribeiro.

Mais do que um presépio estritamente religioso, o presépio de Eurico Ribeiro mostra as tradições populares e a etnografia ribatejana, com reproduções de monumentos como a Torre das Cabaças, o Convento de São Francisco ou o Castelo de Alcanede, locais das freguesias rurais, e quadros de atividades como a apanha da azeitona, as salinas, o latoeiro, a pequena mercearia, o barbeiro, ou o lateiro.

“Ao verem o presépio, as pessoas dão sugestões do que falta e até dizem que gostavam de ver coisas das suas freguesias aqui representadas”, diz o autor, e é neste sentido que ele vai crescendo e tornando-se mais rico de ano para ano.

Inserido na iniciativa “Reino do Natal”, o maior presépio do Ribatejo pode ser visto no Palácio Landal, em pleno centro histórico de Santarém, até ao próximo dia 5 de janeiro.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves