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O arqueólogo António Matias e a geógrafa Inês Serafim, da equipa municipal de arqueologia da Câmara de Santarém, apresentaram a carta arqueológica municipal em Alcanede, numa sessão que decorreu na sala da assembleia da Junta de Freguesia local.

A apresentação teve como objetivo “fomentar o diálogo com a população, despertar consciências sobre a memória coletiva e identidade local, formar e sensibilizar para a preservação e salvaguarda patrimonial”, segundo uma nota de imprensa da Câmara de Santarém.

“Há muito para descobrir nas zonas rurais do concelho de Santarém, como é o caso de Alcanede, sobretudo na zona do Castelo”, considerou António Matias, salientando que é necessário conhecer melhor “como foi feita a ocupação humana e a sua concentração junto dos recursos naturais, como as redes hidrográficas, neste caso o Rio Maior e o Rio Alviela.

Nesse trabalho, a equipa municipal de arqueologia conta com o apoio dos residentes para dar contributos que possam enriquecer a base de dados científicos.

A elaboração da Carta Arqueológica de Santarém em base informática georreferenciada foi um dos projetos assumidos pela autarquia scalabitana desde 2002, altura do primeiro relatório de progresso”, adiantou o arqueólogo.

António Matias referiu ainda que “no âmbito da atual Revisão do Plano Diretor Municipal, a equipa assegurou a elaboração da Carta de Sensibilidade Arqueológica do Concelho de Santarém. Entre 2013 e 2017, foi possível apresentar, pela primeira vez, a caraterização das referidas Áreas de Sensibilidade Arqueológica e a Carta de Graduação das Restrições Arqueológicas, tendo como base a localização e relocalização de arqueossítios”.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves