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Saúde

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A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou a abertura de concurso e caderno de encargos para a requalificação da unidade de saúde local, um projeto que prevê a remodelação de grande parte do atual edifício do Centro de Saúde.

A obra, segundo uma nota de imprensa da autarquia, vai ser feita em “consonância com as orientações dos responsáveis do Centro de Saúde de Torres Novas, do ACES e da ARSLVT”, tendo já sido celebrado “um contrato-programa segundo o qual compete ao município aprovar e realizar todos os atos necessários à abertura e desenvolvimento do concurso público para a execução da empreitada”.

O orçamento da empreitada ronda os 605 mil euros, acrescidos de IVA, sendo o prazo de execução proposto de 360 dias.

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A família de Virgílio Canaverde, o doente oncológico que viu uma cirurgia urgente ser adiada devido à greve dos enfermeiros, diz-se “revoltada” com a postura do Hospital de Santa Maria no que se refere à cedência de informação clínica relevante.

Uma vez que ficou sem data para ser operado num hospital do Estado, Virgílio Canaverde, a quem foi diagnosticado recentemente cancro na próstata e rins, viu-se obrigado a recorrer ao sector privado, a expensas próprias.

O doente marcou uma primeira consulta de avaliação numa unidade hospitalar privada em Santarém para esta terça-feira, 11 de dezembro, ao final da tarde.

Como já tinha realizado uma série de exames complementares enquanto andou a ser seguido em Lisboa, o paciente pediu essa documentação de diagnóstico ao Hospital Santa Maria, que deverá demorar perto de 10 dias a fornecê-la.

“Ao telefone, explicaram-me que tenho que preencher um requerimento a pedir os exames, e que depois demoram uma semana e meia para serem estregues”, afirmou à Rede Regional Sónia Canaverde, filha do doente oncológico, que não esconde a sua “revolta” com esta situação.

“Acho que andam a brincar com a vida das pessoas. Se não conseguem operar o meu pai, pelo menos ajudavam-no a salvar-se noutro hospital”, afirma a familiar, que nem “quer acreditar” na possibilidade do pai, que é também doente renal, ser obrigado a realizar todos os exames.

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Greve dos enfermeiros adia cirurgia a doente oncológico

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recomenda ao Hospital Distrital de Santarém (HDS) que adote medidas para prevenir a ocorrência de quedas naquele estabelecimento de saúde, assegurando a existência de zonas específicas para doentes de elevado risco de queda e agitação.

A recomendação surge após a ERS analisar as notícias sobre o caso da Mulher de 64 anos em estado grave após cair de uma janela do Hospital, que a Rede Regional avançou em primeira mão a 14 junho deste ano, em que a doente, internada no serviço de Psiquiatria, sofreu ferimentos graves após cair de uma janela do primeiro andar.

A mulher dera entrada no serviço de urgência no dia anterior por tentativa de suicídio com faca e com saco, apresentava alterações comportamentais em contexto de síndrome demencial, mas, segundo a ERS, apesar disto, "o HDS admitiu ter retirado a imobilização à utente, deixando-a a aguardar um duche livre, para cuidar da sua higiene pessoal".

A entidade reguladora conclui que "o prestador [HDS] não acautelou o devido acompanhamento da utente, durante todo o período de internamento, garantido uma permanente e efetiva monitorização da mesma, apta a garantir o cumprimento do dever de prestação de cuidados de saúde de qualidade e com segurança, imposto ao prestador".

Na resposta o hospital confirma que a mulher esteve inicialmente imobilizada na cama mas que na altura "apresentava-se calma, aparentemente orientada no tempo e no espaço", pelo que o seu pedido para se levantar e ir à casa de banho foi autorizado.

Só que, pouco depois das 8h00, no início da passagem de turno, e na sequência do médico assistente da doente a ter procurado, uma enfermeira viu um chinelo no parapeito da janela da sala de enfermagem e, por esta se encontrar encostada, foi logo colocada a hipótese da doente ter saltado pela mesma, o que se viria a confirmar, tendo sido acionado o 112.

A doente encontrava-se na junção de duas partes do telhado, em zona mais baixa ao mesmo e que integra um corredor estreito onde também se situam torre de arrefecimento, chaminés e tubos vários. Viria a ser retirada pelos bombeiros pouco depois.

A investigação entretanto efetuada concluiu que o acesso da doente àquela sala só foi possível pelo facto de naquele momento não se encontrar fechada à chave, contrariamente ao que é hábito acontecer, não só por questões de segurança geral como também pelo acto em presença, apesar da dimensão da janela ser reduzida.

 

IDOSO CAIU DE MACA

Mas este não foi o único caso em que o protocolo do HDS quanto aos procedimentos de prevenção e de avaliação do risco de queda foi colocado em causa. Uma outra situação, ocorrida em 28 de setembro de 2017, terminou com a queda de um idoso de uma maca.

Segundo a queixa do filho do utente, o pai, doente oncológico transportado ao hospital pelos bombeiros, ficou internado no Serviço de Urgência durante a noite para o dia seguinte. Estava consciente mas sob efeitos do tratamento da quimioterapia, tendo ficado numa maca no corredor sem vigilância e caído da mesma sem que ninguém se tenha apercebido.

O hospital respondeu que "o doente foi visto de pé junto à maca, sem qualquer outro aparato nem sinais de acidente, o que não excluía a hipótese de queda", facto confirmado pelo perito consultado pela ERS.

Ainda assim, a entidade reguladora exorta o HDS a "adotar e/ou rever medidas e/ou procedimentos internos, com o objetivo de garantir a qualidade e a segurança dos cuidados de saúde prestados, designada, mas não limitadamente, medidas e/ou procedimentos de avaliação do risco de queda dos utentes e de prevenção da ocorrência desse incidente".

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves