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Saúde

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Dos três elevadores para o acesso de familiares e demais utentes aos pisos de internamento do Hospital de Santarém, apenas um está a funcionar, numa situação que se arrasta desde o dia 9 de janeiro.

A avaria dos ascensores está a provocar um grande descontentamento a quem tem que se deslocar ao Hospital para prestar assistência a familiares ou mesmo para visitar alguém que esteja internado.

“Todos os dias tem sido um amontoado de gente à espera de elevador, sobretudo à hora das visitas, e as queixas são muitas”, explicou à Rede Regional um funcionário do Hospital, que pede reserva de identidade, acrescentando que há pessoas a subir a pé, pelas escadas, algumas mais idosas e carregadas com sacos, para aceder aos pisos superiores de internamento.

“Entre esperar meia hora pelo único elevador que está a funcionar ou subir a pé, acabam por optar pela segunda”, acrescenta.

Questionado pela Rede Regional, o conselho de administração (CA) do Hospital explica que os elevadores estão parados por razões de segurança.

“Com o início dos trabalhos da nova empresa de manutenção de elevadores no princípio de 2019, foi detetado uma anomalia em dois elevadores do edifício do internamento no dia 9 de janeiro”, explica Ana Infante, a presidente do CA.

A situação “punha em causa não só a segurança dos utentes como a dos funcionários desta unidade hospitalar”, informa a gestora, acrescentando que “foram de imediato acionadas as medidas de segurança previstas, levando à sua imobilização”.

No entanto, a administração do hospital não se compromete com um prazo para a situação estar resolvida.

“O Hospital está a resolver o problema em conjunto com as empresas prestadoras do serviço de manutenção, no sentido de anular a anomalia técnica verificada, por forma a garantir o mais breve possível o transporte vertical dos utentes e profissionais em segurança”, afirma ainda Ana Infante na resposta que enviou por e-mail à Rede Regional.

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Não é só durante o período noturno que o heliporto do Hospital Distrital de Santarém (HDS) está impedido de receber helicópteros. Ao contrário do que afirma uma reportagem do Jornal de Notícias, que cita dados da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), o heliporto do HDS continua desativado, não tendo atualmente condições para receber qualquer aeronave.

A Rede Regional confirmou a informação junto de fonte do HDS que, remetendo mais esclarecimentos para um comunicado a emitir pelo Ministério da Saúde, explicou apenas que o espaço continua ocupado com o estaleiro das obras do bloco operatório, situação que ainda deverá durar alguns meses e só após a qual será feita nova avaliação ao espaço.

A situação já não é nova e também se verificou durante as obras nas urgências daquela unidade hospitalar, o que faz com que os helicópteros do INEM tenham de aterrar no Centro Nacional de Exposições ou no Campo Emílio Infante da Câmara.

 

OBRAS NO PINGO DOCE IMPEDEM ATERRAGENS NOTURNAS EM TOMAR

Outro heliporto com limitações é o do Hospital de Tomar, uma das Unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, onde estão interditos os voos em período noturno.

Fonte da unidade de saúde explicou ao nosso jornal que o heliporto funciona normalmente durante o dia e o constrangimento no período noturno tem a ver com as obras do supermercado Pingo Doce, que estão a ser feitas numa cota mais alta, e obrigam à colocação de uma nova sinalética no edifício em obras.

"É um problema que não tem a ver connosco. Eles [Pingo Doce] estão a seguir os trâmites normais e legais e quando a sinalética estiver colocada será feito o pedido de autorização para que o heliporto volte a funcionar normalmente durante a noite", referiu a mesma fonte.

Recorde-se que segundo a ANAC, 10 das 33 unidades hospitalares que têm instalações para receber helicópteros de emergência médica está proibida a aterragem de voos noturnos.

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O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo pediu uma reunião de urgência com a Ministra da Saúde, onde pretende dar conta das preocupações da autarquia com problemas que afetam os cuidados de saúde primários no concelho.

Pedro Magalhães Ribeiro exige não só “soluções que garantam igualdade de acesso aos cuidados de saúde, com reforço da cobertura de médicos de família”, mas também “o início de intervenções de manutenção e melhoria nas instalações onde funcionam as unidades de saúde do concelho”.

No pedido de audiência, o autarca lembra que a autarquia assumiu as obras e investiu cerca de 36 mil euros para impedir o encerramento da Extensão de Saúde de Valada, que integra a Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Sancho I.

A manutenção deste serviço de saúde de proximidade “assume caráter especialmente importante para a população de uma freguesia isolada devido à distância geográfica, à carência de transportes públicos e ao envelhecimento da população, na sua maioria, pessoas com uma situação socioeconómica frágil”, explica.

Ainda no que se refere à USF D. Sancho I, a Câmara exige intervenções de manutenção e melhoria das infraestruturas nas pinturas gerais, no reforço de isolamentos e na reparação de áreas do pavimento, para que as condições para utentes e profissionais se possam manter.

A preocupação da autarquia com a falta de médicos de família centra-se na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), que partilha as instalações com a USF Cartaxo Terra Viva, e apresenta desigualdade no quadro de pessoal médico: enquanto a USF, com 9 258 utentes inscritos, tinha, em 31 de dezembro de 2018, cobertura total de médico de família, já a USCP, apresentava 4 954 utentes sem médico de família, para um total de 4 987 utentes inscritos.

Esta unidade conta com três médicos, um dos quais em situação de prestação de serviços e outro em situação de doença prolongada, explica o autarca, afirmando que a Câmara mantém a “sua disponibilidade” para trabalhar com a administração central, tal como aconteceu no passado.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves