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Saúde

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Não é só durante o período noturno que o heliporto do Hospital Distrital de Santarém (HDS) está impedido de receber helicópteros. Ao contrário do que afirma uma reportagem do Jornal de Notícias, que cita dados da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), o heliporto do HDS continua desativado, não tendo atualmente condições para receber qualquer aeronave.

A Rede Regional confirmou a informação junto de fonte do HDS que, remetendo mais esclarecimentos para um comunicado a emitir pelo Ministério da Saúde, explicou apenas que o espaço continua ocupado com o estaleiro das obras do bloco operatório, situação que ainda deverá durar alguns meses e só após a qual será feita nova avaliação ao espaço.

A situação já não é nova e também se verificou durante as obras nas urgências daquela unidade hospitalar, o que faz com que os helicópteros do INEM tenham de aterrar no Centro Nacional de Exposições ou no Campo Emílio Infante da Câmara.

 

OBRAS NO PINGO DOCE IMPEDEM ATERRAGENS NOTURNAS EM TOMAR

Outro heliporto com limitações é o do Hospital de Tomar, uma das Unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, onde estão interditos os voos em período noturno.

Fonte da unidade de saúde explicou ao nosso jornal que o heliporto funciona normalmente durante o dia e o constrangimento no período noturno tem a ver com as obras do supermercado Pingo Doce, que estão a ser feitas numa cota mais alta, e obrigam à colocação de uma nova sinalética no edifício em obras.

"É um problema que não tem a ver connosco. Eles [Pingo Doce] estão a seguir os trâmites normais e legais e quando a sinalética estiver colocada será feito o pedido de autorização para que o heliporto volte a funcionar normalmente durante a noite", referiu a mesma fonte.

Recorde-se que segundo a ANAC, 10 das 33 unidades hospitalares que têm instalações para receber helicópteros de emergência médica está proibida a aterragem de voos noturnos.

cartaxopontevelcentroaude

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo pediu uma reunião de urgência com a Ministra da Saúde, onde pretende dar conta das preocupações da autarquia com problemas que afetam os cuidados de saúde primários no concelho.

Pedro Magalhães Ribeiro exige não só “soluções que garantam igualdade de acesso aos cuidados de saúde, com reforço da cobertura de médicos de família”, mas também “o início de intervenções de manutenção e melhoria nas instalações onde funcionam as unidades de saúde do concelho”.

No pedido de audiência, o autarca lembra que a autarquia assumiu as obras e investiu cerca de 36 mil euros para impedir o encerramento da Extensão de Saúde de Valada, que integra a Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Sancho I.

A manutenção deste serviço de saúde de proximidade “assume caráter especialmente importante para a população de uma freguesia isolada devido à distância geográfica, à carência de transportes públicos e ao envelhecimento da população, na sua maioria, pessoas com uma situação socioeconómica frágil”, explica.

Ainda no que se refere à USF D. Sancho I, a Câmara exige intervenções de manutenção e melhoria das infraestruturas nas pinturas gerais, no reforço de isolamentos e na reparação de áreas do pavimento, para que as condições para utentes e profissionais se possam manter.

A preocupação da autarquia com a falta de médicos de família centra-se na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), que partilha as instalações com a USF Cartaxo Terra Viva, e apresenta desigualdade no quadro de pessoal médico: enquanto a USF, com 9 258 utentes inscritos, tinha, em 31 de dezembro de 2018, cobertura total de médico de família, já a USCP, apresentava 4 954 utentes sem médico de família, para um total de 4 987 utentes inscritos.

Esta unidade conta com três médicos, um dos quais em situação de prestação de serviços e outro em situação de doença prolongada, explica o autarca, afirmando que a Câmara mantém a “sua disponibilidade” para trabalhar com a administração central, tal como aconteceu no passado.

agua torneira

Mais de metade dos municípios da região desperdiçam grande parte da água que tratam para consumo humano e que não faturam por razões diversas, o que leva a Entidade Reguladora dos Serviço de Águas e Resíduos (ERSAR) a classificar a maioria dos sistemas com qualidade do serviço insatisfatória.

Segundo o relatório anual da ERSAR de 2018, que analisa pormenorizadamente o setor, Mação é o pior concelho da região e um dos piores do país neste capítulo, com um total de 70,2% da água tratada não faturada.

Ferreira do Zêzere (57,7%) e Rio Maior (54,1%) são outros dois concelhos onde este indicador ultrapassa os 50%, o que significa que mais de metade da água tratada não é faturada, "perdendo-se" por várias razões, de fugas em condutas envelhecidas ou danificadas à utilização para fins públicos não pagos, como regar jardins ou encher piscinas.

Ainda com um nível de perdas muito elevado estão os sistemas de abastecimento de concelhos como Tomar (47,5%), Sardoal (46,9%), Entroncamento (42,7%), Barquinha (37,3%), Constância (36,4%), e Santarém (34,1%), todos classificados pela ERSAR com "insatisfatório".

O sistema intermunicipal Águas do Ribatejo, que abrange os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra e Torres Novas) também tem nota negativa, com 32,4% de água tratada e não faturada.

Com classificação mediana estão os sistemas de Ourém (25,6%), Cartaxo (24,9%) e Abrantes (21%).

Com classificação bom no distrito surge apenas a Luságua, de Alcanena, com um indicador de 17,1%.

Nas conclusões a este estudo anual, feito em 2018 mas com dados de 2017, a ERSAR considera que, a nível de Portugal continental, a percentagem de água não faturada é insatisfatória, indiciando potencial de melhoria com a alteração de procedimentos de faturação e a redução de perdas de água.

A Entidade Reguladora dos Serviço de Águas e Resíduos conclui ainda que o valor da média do indicador para o serviço em baixa apresenta uma tendência favorável até 2016 e, em 2017, uma evolução desfavorável.

ÁGUA DE BOA QUALIDADE

Já no que diz respeito à qualidade da água, Mação é o único concelho que recebe a classificação média, com uma taxa de 97,8% de água segura, tendo os restantes concelhos percentagem consideradas boas (acima de 99%).

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves