chamusca voulevartecomigocms banner carnaval

Politica

Imagem de Arquivo / Ilustrativa

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, anunciou esta segunda-feira, 4 de fevereiro, que a futura casa mortuária que vai servir a cidade vai ser construída no antigo Bairro 16 de Março, também conhecido por Bairro Salazar, próximo do antigo presídio militar e entretanto demolido.

No final da reunião do executivo municipal, que contou com a presença de cerca de duas dezenas de moradores e comerciantes do centro histórico da cidade, o autarca estimou que o novo equipamento possa estar pronto dentro de três a quatro anos.

Esta foi a solução encontrada pelo município para resolver o problema da falta de condições da atual casa mortuária, situada junto às Portas do Sol, uma zona turística por excelência e com problemas ao nível do estacionamento, obrigando também a que muitos cortejos fúnebres tenham de atravessar parte do centro histórico.

Segundo Ricardo Gonçalves, ainda houve uma tentativa para negociar um terreno na Avenida António dos Santos, a poucos metros do cemitério municipal, mas os preços pedidos foram considerados demasiado elevados.

Recorde-se que a Câmara de Santarém assinou recentemente o contrato de conceção, construção e concessão da exploração do crematório no Cemitério dos Capuchos com as empresas Servilusa - Agências Funerárias, S.A., e FPC- Construções Lda.

A obra deverá começar no segundo semestre deste ano, com um prazo de construção previsto de 260 dias e um custo a rondar os 611 mil euros, a que se somam os custos do investimento inicial, que contemplam também o projeto, estudos preparatórios e trabalhos específicos de apoio à obra e o equipamento para a exploração, num total previsto de 850 mil euros.

O crematório vai ser construído numa área plana, a nascente, em resultado do processo de ampliação do cemitério, adjacente ao muro limítrofe inferior do cemitério, com acesso viário pela Rua da Imaculada Conceição, no prolongamento da Rua Tenente Valadim e da Avenida António dos Santos.

benaventecarloscoutinhopresidente

O alegado anexo ilegal que o presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho, terá construído na sua residência particular em Samora Correia, há cerca de 20 anos, é o motivo que leva os eleitos do PS local a pedir a demissão do autarca.

Em comunicado, a concelhia do PS de Benavente acusa o autarca de ter mentido “em duas reuniões de câmara, quando questionado pelos vereadores Pedro Pereira e Florbela Parracho, dizendo que estava tudo dentro da legalidade”.

Depois de ter garantido que tudo foi feito dentro da legalidade em duas reuniões do executivo realizadas em janeiro, Carlos Coutinho admitiu na passada segunda-feira, 4 de fevereiro, que o anexo em causa foi sendo construído aos fins-de-semana pelo seu pai, que era pedreiro, e que, efetivamente, o mesmo não tem licença de utilização.

Segundo Carlos Coutinho, citado pelo jornal “Público”, os seus pais entregaram na autarquia um projeto para a construção de uma moradia em 1990, tendo, três anos mais tarde, apresentado novo projeto para a construção de um anexo, cuja licença acabou por caducar por falta de construção.

O autarca afirmou ainda que recebeu a moradia por doação em 1997, e que “não tinha consciência” da falta do pedido de licença de utilização.

As explicações de Carlos Coutinho não convenceram os eleitos do PS, que acusam o presidente de continuar “a mentir nas reuniões de câmara e na imprensa, dizendo que foi o pai que tratou de tudo, quando o nome do pai não consta do processo”.

Hoje, o anexo em causa tem 90 metros quadrados, com cozinha e casa de banho, e serve “para salão de festas e petiscos”.

“O processo dos anexos da vivenda do presidente estão em nome do próprio: Carlos Pinto Coutinho”, e “toda a documentação do processo está assinada pelo próprio: Carlos Pinto Coutinho”, garante o comunicado dos socialistas, que se queixam ainda de terem sido obrigados a consultar a documentação na presença de Hélio Justino, ex-presidente da Junta de Freguesia de Samora Correia e atual vereador da CDU com o pelouro das obras particulares.

O PS acusa também Hélio Justino de ser o “advogado de defesa do presidente nesta trapalhada de ilegalidades”, acrescentando que a vistoria dos técnicos da autarquia à moradia de Carlos Coutinho “foi acompanhada do vereador das obras particulares, caso inédito, porque nunca tal acontece em casos de outros cidadãos”.

No mesmo comunicado de imprensa, a concelhia socialista local afirma ainda que “o executivo CDU tudo fez para negar e esconder a verdade dos factos” e termina exigindo “a demissão do presidente e o apuramento de responsabilidades políticas do vereador das obras particulares, que foi cúmplice a mando” de Carlos Coutinho.

praca visconde serra pilar

Cerca de duas dezenas de moradores e empresários do centro histórico de Santarém estiveram esta segunda-feira, 4 de fevereiro, na reunião do executivo municipal de Santarém para manifestar a sua preocupação com alguma degradação de vários espaços e, sobretudo, pelo aumento da insegurança.

Há muito que os moradores se dizem preocupados mas o rastilho para esta união aconteceu com o caso recente da cidadã brasileira de 48 anos assassinada a 27 de janeiro num prédio da Travessa das Frigideiras, justamente no centro histórico de Santarém.

João Fonseca, que mora três portas depois do local do homicídio, deu voz ao grupo de moradores, que começou por se juntar através de um grupo na rede social WhatsApp e que em menos de 24 horas ultrapassou a centena de membros, estando atualmente a ser equacionada a reativação de uma antiga associação de moradores do centro histórico.

Além do caso do homicídio, os moradores referiram ainda situações de tentativas de violação, assaltos e roubos de viaturas e uma sensação generalizada de insegurança, potenciada, entre outras razões, pela falta de iluminação em algumas zonas do centro histórico.

Uma outra moradora, residente no Largo de Mem Ramires, numa das saídas do centro histórico da cidade, deu conta de vários casos de falta de higiene, com sujidade vária e mesmo dejetos humanos na rua sem que as autoridades nada façam para acabar com a situação. "A nossa paciência está a acabar", disse a moradora, relatando que, numa ocasião, chegou a encontrar uma jovem a vomitar na entrada da garagem do prédio.

 

COMERCIANTES TAMBÉM TÊM QUEIXAS

Além dos moradores, também os comerciantes têm queixas a apresentar. Teresa Marques, empresária com estabelecimento de Alojamento Local no centro histórico, queixou-se da falta de higiene das ruas e do barulho provocado por um bar situado no conhecido "Largo da Caravana", na rua Capelo e Ivens.

Segundo disse, o estabelecimento, que definiu como "muito mal frequentado", tem licença até às 2 da manhã mas tem uma explanada onde os clientes fazem barulho até bem tarde, prejudicando quem quer descansar.

"Já tive duas reclamações por causa do barulho e perdi uma reserva de dois meses", disse a empresária que fala num cenário "de muita bebedeira e garrafas partidas".

Filomena Canavarro, responsável por uma farmácia na rua Capelo e Ivens, na qual trabalha há cerca de 25 anos, diz que nunca se sentiu tão insegura, o que motivou a que atualmente feche as portas às 19h00. Criticou ainda as obras feitas por empresas de eletricidade e telecomunicações, que destroem partes de ruas e passeios e que depois não repõem o pavimento em boas condições.

 

CÂMARA PROMETE 7 MILHÕES ATÉ 2021

Na resposta às várias críticas deixadas por moradores e comerciantes, o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves, deu conta que os números das forças policiais, nomeadamente da PSP, refletem, ao contrário do sentimento generalizado, um decréscimo da criminalidade.

"A degradação dos centros históricos é evidente e generalizada em todo o país mas em Santarém as coisas estão a mudar", disse o autarca, referindo que há vários projetos, públicos e privados, que prometem dar uma nova cara a alguns dos espaços.

No caso do investimento público, Ricardo Gonçalves revelou que até final de 2021 estão previstos projetos na ordem dos 7 milhões de euros para regeneração urbana e melhoria das acessibilidades de várias ruas e largos e anunciou até que, em breve, se vão notar "dores de crescimento" devido ao elevado número de obras a realizar.

O presidente deu ainda conta da construção de um "grande hostel" na Praceta Visconde Serra do Pilar (Largo de Marvila) para concluir que "vão ser 2/3 anos se muita obra", com intervenções faseadas para minorar constrangimentos a nível da circulação.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves