PUB

chamuca pedro dyonysyo

PUB

urbanidade

PUB

ams esquerda

Uns por estarem contra as touradas, outros por quererem que quem tem menores condições económicas possa ter acesso ao espetáculo, a maioria dos eleitos da Assembleia Municipal de Santarém vai devolver os bilhetes que a autarquia lhes ofereceu para a corrida de touros de 17 de março na Monumental Celestino Graça, em Santarém.

O assunto foi discutido no período antes da ordem do dia da reunião da assembleia realizada esta quinta-feira, 28 de fevereiro. Paulo Chora (Bloco de Esquerda) socorreu-se de um decreto de Passos Manuel, um dos principais rostos do liberalismo na monarquia constitucional portuguesa, que em 1836 já considerava “que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas”, tendo por isso decretado na altura que fossem proibidas “em todo o Reino”, decisão que seria posteriormente revogada.

Mas não foi só o eleito bloquista a manifestar a sua discordância com o apoio da autarquia às touradas, defendendo mesmo que a tauromaquia “não é o cartão de visita” de Santarém. André Gomes, da CDU, foi no mesmo sentido e garantiu mesmo que os três eleitos da coligação vão devolver os bilhetes (2 a cada eleito) que lhe foram entregues pelo gabinete do presidente da câmara.

O coro de protestos à esquerda estendeu-se a Francisco Mendes, elemento ligado à associação mais Santarém eleito nas listas do PS, que estranhou a oferta por não se recordar que alguma vez que tivessem sido oferecidos bilhetes para outro tipo de espetáculos.

Do outro lado da sala, Patrícia Fonseca (CDS) elogiou a decisão da autarquia de apoiar a festa brava, que considerou uma marca cultural da região, mas disse que vai também oferecer os seus bilhetes porque já se associou à campanha promovida pela Associação Praça Maior, que gere a praça de touros, e já comprou os seus ingressos.

João Leite (PSD) defendeu também o apoio de 20 mil euros da autarquia a estes espectáculos tauromáquicos (10 mil para corrida de março e 5 mil para cada uma das de junho), anunciando no entanto que os bilhetes entregues à bancada do PSD iriam ser devolvidos para serem destinados a pessoas “mais necessitadas”.

Em resposta às várias posições dos deputados municipais, o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves (PSD), lembrou que esta oferta de bilhetes à população não é uma novidade e defendeu a importância da festa brava como elemento integrante das tradições locais e fundamental para compreender a história do concelho e da região.

BILHETES NAS JUNTAS DE FREGUESIA NA PRÓXIMA SEMANA

Os cerca de 1.300 bilhetes que a Câmara de Santarém tem para distribuir pela população deverão estar disponíveis nas 18 juntas de freguesia do concelho na próxima semana.

A informação foi dada ao nosso jornal pela vice-presidente da autarquia, Inês Barroso, que revelou que os bilhetes foram entregues ao município na quinta-feira, dia 28, e serão agora entregues às juntas de freguesia.

cimt

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) elegeu na manhã desta quinta-feira, 28 de fevereiro, por unanimidade, a sua nova mesa, que será agora liderada pela presidente da Câmara Municipal de Tomar.

A presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, e o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, são os vice-presidentes.

Esta decisão surge após a saída da ex-presidente da CIMT, a ex-presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, que foi nomeada a 17 de fevereiro como Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, tendo por isso deixar a presidência da autarquia e da comunidade intermunicipal.

Com uma população na ordem dos 250 mil habitantes, a CIMT é composta pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

Imagem de Arquivo / Ilustrativa

Os vereadores do PS na Câmara de Santarém discordam frontalmente da solução proposta pela maioria PSD para a localização da futura casa mortuária em terrenos do antigo Bairro 16 de Março (Bairro Salazar).

Embora o assunto esteja ainda em fase inicial de discussão e nem sequer exista projeto, o PS discorda da ideia, entre outros motivos, porque a ligação entre o bairro e o cemitério obriga a atravessar algumas das artérias principais da cidade, incluindo três das rotundas mais complicadas do planalto, nomeadamente as do presídio, tribunal e shopping.

"Faz algum sentido construir a casa mortuária do lado oposto ao cemitério, obrigando os cortejos fúnebres a atravessarem o centro da cidade", questionou a vereadora Sofia Martinho na última reunião do executivo municipal, realizada na segunda-feira, 18 de fevereiro.

A autarca socialista argumentou ainda que o acesso, que é feito pela Rua Humberto Delgado, junto ao antigo Presídio Militar, é estreito, apresenta dificuldades notórias de circulação, sobretudo devido aos muitos carros habitualmente estacionados no local.

Na resposta, o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves (PSD), que como a Rede Regional avançou na altura, falara no assunto na reunião do executivo municipal de 4 de fevereiro, reafirmou que nada está ainda decidido, revelou que os estudos prévios só deverão avançar no próximo ano, e garantiu que a eventual construção só acontecerá após discussão e aprovação em reunião de câmara.

Ainda assim o autarca defendeu a localização tendo em conta que aquele é um dos poucos terrenos na cidade que reúne condições de espaço e pacatez para se avançar com um projeto deste tipo. Revelou ainda que todo o acesso à zona do Bairro 16 de Março será futuramente requalificado.

Pelo contrário, toda a zona junto ao atual cemitério, onde se situará também o futuro crematório, não possui muitos terrenos com as referidas condições e os poucos que existem são demasiado caros para as possibilidades do município.

"As expectativas de alguns escalabitanos estão muito além daquilo que é o orçamento municipal", disse Ricardo Gonçalves, concluindo que "tem de ser tudo muito ponderado".

Recorde-se que a atual casa mortuária que serve a cidade se situa junto às Portas do Sol, local de difícil acesso e estacionamento complicado, e que obriga os cortejos fúnebres a atravessarem parte do centro histórico.

 

NOTÍCIA RELACIONADA:

Casa Mortuária de Santarém no antigo Bairro 16 de Março

Mais artigos...

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

Quem está Online?

Temos 763 visitantes e 0 membros em linha