chamusca-celia-barrocabanner festas

ARMÉNIO GOMES, Economista

No passado dia 5 de Outubro, celebrou-se não apenas a Implementação da República, mas também o dia da Fundação de Portugal. Embora tenha sido esquecido pelo calendário republicano, é importante lembrar que o nosso País celebrou 870 anos!

No dia 5 de Outubro de 1143, D. Afonso Henriques assinou o Tratado de Zamora com o seu primo Afonso VII de Castela. Esse sim é um verdadeiro motivo para celebrar. Somos um povo que de “piegas” nada tem: conquistámos o nosso território, demos novos mundos ao mundo, perdemos o Império, passámos muitas crises, mas resistimos e continuamos a ser um País. 

Em Santarém, este 5 de Outubro foi marcado pela celebração da Fundação de Portugal, promovido pelo movimento Monárquico Português: Congresso da Juventude Monárquica, Congresso Monárquico e um arraial popular no centro da Cidade com a participação da Família Real portuguesa. Pelo contrário, o 5 de Outubro da República foi fechado à porta fechada com medo da manifestação popular. 

É de facto muito interessante, ver por um lado uma adesão forte à causa Monárquica e por outro lado, o isolamento e a indiferença popular à República. Os monárquicos não têm medo de sair à rua e até já ganham eleições, vejam o caso do monárquico Rui Moreira que conquistou um dos principais municípios portugueses: Porto.

No meio desta crise Económico-Financeira, onde ouvimos falar de cortes nas pensões, nos salários, mais impostos: vale a pena refletir porque custa a Presidência da República Portuguesa mais do dobro que a Monarquia Espanhola? Se fizermos a conta por cada cidadão, o chefe de Estado português é oito vezes mais caro que o Rei espanhol (1,56€ versus 0,19€ por habitante). Tem sentido, o Chefe de Estado continuar a ser despesista, indiferente às dificuldades do seu povo?

É tempo de deixar de dizer, viva a república, mas VIVA PORTUGAL!

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves